Todos os textos neste blogue são escritos por mim, excepto aqueles que têm o devido crédito. Espero que gostem tanto de os ler como eu de os escrever ♥
“It matters if you just don't give up” - Stephen Hawking
"If you are what you should be, you will set your whole world on fire!" - St. Catherine of Siena ♥
"If it's not like the movies, thats how it should be, yeah"
E lá estou eu, mais um dia, mais uma aula. Confesso, de todas as quimeras que ainda têm a coragem de se manifestar no meu pensamento, perceber-te encontra-se no pódio. Sempre pensei que, sendo a nossa mente quase réplica irrepreensível, seria mais fácil entender o que se tem passado; pelo contrário, acho que apenas me tem posto estorvos que me nublam mais a lógica. Se nem conheço as minhas próprias reacções, quanto mais de alguém exterior ao meu alcance humano, tão limitado? Três longas semanas se deparam à minha frente, sabendo que nada disto vai mudar. Mesmo assim, as perguntas continuarão na ponta da língua sem coragem de serem proferidas e a ilusão continuará viva até ao último pôr-do-sol.
Este ano decidi fazer algo diferente do que fiz o ano passado.
2010 recap:
Janeiro:
Foi a partir deste mês que as coisas começaram a mudar drasticamente. Iludi-me, pateticamente, por alguém que agora troco constantemente o nome; os meus R’s começaram a namorar graças a quem? A mim, claro! (e eles concordam!), e conheci a minha primeira segunda família (algo que me arrependo).
Fevereiro:
Dia dos namorados, como poderei esquecer? Honestamente, já não me lembro de quase nada…apenas uns flashbacks que já não me fazem sentido.
Março:
Apercebi-me que tinha cometido o maior erro da minha vida ao afastar uma das pessoas mais importantes por causa de um romancezinho de bolso. A A. assegurou-me que tudo ia ficar bem e que conseguiria remediar a situação - mandei uma mensagem mas ninguém respondeu do outro lado…posso dizer que fiquei destroçada, não só por isso, mas também porque, semanas depois, chegou-me a notícia que já não haveria esperanças de voltar para os seus braços.
Abril:
O meu romancezinho de bolso finalmente teve fim com um desenlace previsto - traição. Um dia antes, durante aquele famoso jogo de snooker, recebi uma mensagem da A. a desmentir a anterior notícia - posso dizer que fiquei radiante! Segui com a minha vida tendo a R. a chamar-me de maluca por andar com um sorriso na cara: porquê chorar por algo que nunca existiu?
Maio:
Apareceu na minha cabeça aquela ideia ridícula de querer ser apresentada ao Pinto (algo que, até hoje, nunca aconteceu), e, para variar, um dos meus mais chegados amigos na altura desiludiu-me como ninguém o tinha feito (com sinceridade, desde o dia em que lhe disse a verdade e ele fugiu como uma criancinha, nunca mais falámos).
Junho:
Fui às Caldas e, infelizmente, recebi a notícia que Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Nomeado Nas Minhas Entradas andava metido na droga outra vez (lembro-me de ficar tão irritada de pensar em meter os pés ao caminho e esganar a inútil da namorada dele). Quando voltei comecei a namorar com o P. (maldito dia 14, sempre lá marcado no calendário). Finalmente, eu e a R. tivemos a brilhante ideia de nos inscrevermos nos Cursos de Verão do Porto (entre outros, mas na capital) - posso já adiantar: má ideia!
Julho:
Depois de mais um aniversário retornei às Caldas para passar tempo com a A. antes dos cursos em Lisboa começarem (outra vez, não encontrei uma das pessoas com quem queria estar e já fazia um ano que não nos víamos e seis meses que não falávamos). Apanhei um susto de morte quando a A. me disse que ia para o Canadá viver brevemente (o que até agora, felizmente, não aconteceu). Foram duas semanas de cursos tanto na Lusófona como na Lusíada e mal podíamos esperar pelos cursos no Porto.
Agosto:
Passei as normais três semanas nas santas terrinhas, fiz as minhas duas malas de viagem (era a única com tanta, posso chamar, tralha!), e pus-me a caminho para uma aventura no Porto. Primeira semana: curso de Física. Estava a correr tudo sobre rodas quando decidi usar a minha famosa camisola do “I think he’s gay” (agora dou-lhe o nome de camisola do engate), e comecei a falar com uma das pessoas mais interessantes que até hoje conheci. Dos dias seguintes não me arrependo de nada, apenas lamento o final de toda esta história…mas, apesar de parecer, nem tudo foi mau: conheci o M, a K, os milhões de Pedros e, mais importante, construí um robô com o nome de Botilda (miss you…). Segunda semana: curso de Matemática. Reflexão: não foi tão bom como esperava. Claro que as palestras foram interessantes, mas nada como o curso anterior…foi a partir de Agosto que o bichinho da Física se começou mesmo a manifestar dentro de mim. FCUP!
Setembro:
Inicio das aulas, agora no 11º. Foi estranho retornar e não ver metade das caras conhecidas, mas depressa me adaptei.
Outubro:
Foi o final de uma história que esperei que nunca chegasse. Conheci o M. na festa da C. e até deu para esquecer tudo e não deixar mais moças das que já existiam. No final do mês entrei para o coro.
Novembro:
Um ponto fulcral no ano inteiro. Conheci o A. numa visita de estudo e acabei tudo com o P (depois dos meses anteriores era impossível continuar a reparar algo tão estragado). Fui (finalmente) crismada, com esperança e desejo de que, a partir daquele dia, tivesse um caminho ligeiramente mais iluminado. Entrei para o grupo de leitores na troca do A. entrar para o coro.
Dezembro:
É neste mês que vos escrevo e digo que não tenho muito para contar. Foi um ano atribulado, com os seus altos e baixos, mas que se superou com paços pequenos e desajeitados (mas não são sempre?). Recebi a notícia que ia entrar num musical da Disney para angariar fundos para a JMJ (jornadas mundiais da juventude), onde vou fazer o papel de Jasmine (fiquei mesmo radiante com a notícia!).
O teu aroma único e característico permanece ainda penetrado em cada fracção do meu corpo que anseia o teu toque… a tua voz…anseia sentir-te de novo depois de tanto tempo separado do que mais o completa…assim, um oceano não é nada sem água, um relógio é inútil sem tempo, e eu não existo sem ti…
catorze de Junho de dois mil e dez terça-feira, 15 de junho de 2010 { 22:09 }
Descobri em ti algo que nunca tinha encontrado. Vi em ti algo que nunca tinha visto. Senti algo por ti que nunca pensei existir... Mas encontrei. Mas vi. Mas senti. E não penso deixar de o fazer tão cedo, ou talvez nunca.
"I love you, is that okay...?" - Natasha Bedingfield
Ninguém poderia saber o que vinha a seguir, o que se seguiria ao virar a página…nem mesmo eu, a personagem principal, a narradora e a própria autora da minha história, estava consciente do que iria acontecer do outro lado da folha…mas aconteceu! Aquele “zig” transformou-se num “zag” inesperado que deu lugar a mais um capítulo, pronto para surpreender a cada palavra; para chocar, fazer rir ou chorar em cada diálogo; para, talvez, ser o primeiro ponto de muitos num futuro infinito. Quem sabe? Eu já estou preparada, agora mais que nunca, para enfrentar os novos desafios, as novas perguntas e dúvidas que vão surgir, quem me irá parar? Apenas quem introduziu o novo capítulo o poderá fazer...
"All I want is to give my life only to you" -Evanescence
Como superar mais um dia em quatro simples passos: 1. Tentar ouvir os professores em todas as aulas (incluindo e.f.); 2. Esperar que o melhor amigo não leve o ex para uma partida de snooker e, caso isso aconteça, pegar no livro de matemática e ignorar a sua presença; 3. Pegar no telemóvel e enviar um sms; 4. Suspirar de alívio ao obter resposta.
"I wish that I could see you again I know that I can't" -Avril Lavigne
Foi um amanhã que chegou mais cedo. Foi um ontem que se atrasou. Quem sabe? Quem sabe se tudo tivesse sido diferente…será que estarias como estás? Dependente de algo mundano e idiota?
E eu...Estaria onde estou? Longe de ti, sem capacidade alguma de te alcançar, quer em pessoa quer em pensamento? Incapaz de te segurar a mão ou mesmo usar a minha contra a tua cara para te fazer ver a realidade? Sei que não é “cor-de-rosa”, mas pode ser próximo disso…podes construí-la do nada, de cinza, sei que podes e que consegues…sozinho, com a nossa ajuda, quem sabe?
Já te disse que estava aqui, para o bom e para o mau, para o claro e para o escuro, para os risos e para as lágrimas…basta um “olá” que sabes que sou a primeira a chegar junto de ti, sou a primeira a dar um passo em frente na tua direcção, sou a primeira a agir porque, por este andar, as coisas não vão terminar como há quase um ano planeie, sentada naquele muro junto das escadas a rir-me enquanto me atiravas fragmentos de folhas, enquanto me fazias lentamente esquecer, sem me aperceber, de que nem tudo era assim tão perfeito como aqueles momentos, que havia um mundo para além daquelas grades…o mundo para o qual nunca quis voltar em primeiro lugar…quero voltar a sentir-me assim, ao teu lado, sem nenhuma preocupação, sem nenhum discurso previamente planeado, quero voltar a ser EU...aquele eu que me roubaram, que me arrancaram de mim como que se nada fosse...
Odeio sentir-me assim - impotente. Odeio ainda mais sabendo que é a ti, de todas as pessoas deste planeta, que não consigo ajudar. Odeio porque sei as respostas a todas as perguntas de cima. Sim! Se não tivesse dito aquele maldito sim e não tivesse desperdiçado três meses da minha vida patética a agradar alguém, a esforçar-me por alguém, abdicando de tudo o que tinha, nada disto estaria assim. Eu seria feliz porque tu, de todo o mundo, estavas feliz...estavas a sorrir como sorrias há um ano atrás, estavas a fazer piadas como anteriormente fizes-te, mas tudo mudou...como sempre...tudo mudou porque alguém errou e, neste caso, fui eu...errei porque nunca deveria ter trocado um prazer momentâneo e adolescente por algo tão importante como tu porque, como já te disse, não me és indiferente, nunca foste nem nunca serás, e tu sabes disso...és das poucas pessoas em que eu confio de tudo porque sei que me percebes, pois as minhas palavras e os meus pensamentos encaixam nos teus na perfeição que só nós os dois conseguimos criar...
Vou-te ajudar, custe o custar, faça o que faça, trepe o que trepe, nade o que tiver de nadar, tu vais ficar bem, garanto-te!
"But somewhere we went wrong We were once so strong"- Demi Lovato
Two pages, one post sábado, 29 de maio de 2010 { 15:35 }
Pensei que era ridículo. Pensei que nada disto me poderia estar a acontecer, que era um sonho…mas não é…é a realidade, é a vida, é a minha vida. Todos os passos que dei levaram-me até onde me encontro agora, por isso, mas apenas por isso, não te ponho todas as culpas em cima dos ombros. Eu deveria ter percebido na altura que algo estava errado, que as coisas não deveriam ser assim, que aquilo não era correcto, mas o que é que eu sabia? Não conhecia as regras nem a tua maneira de pensar…mas agora sei, agora conheço mais que nunca e estou-me a aperceber de pequenas coisas que, provavelmente, não me tinha apercebido há meses atrás. Quero voltar a tentar…patético, certo? Mas todo o ser humano merece uma segunda oportunidade porque, não é como dizem: errar é humano? Vamos bater na mesma tecla, vamos tentar algo impossível de acabar bem, mas pelo menos tentamos…pelo menos eu tentei e sei que, daqui para a frente, não me vou perguntar: “e se?”, mas sim: “porquê?” ou, por outra perspectiva, a mais tentadora e improvável: “porque é que não o fiz mais cedo?”
Ana
Confiar: ter fé; esperar; ter confiança; entregar aos cuidados, à fidelidade de alguém; dizer em confidência alguma coisa a alguém.
Um pequeno verbo com significado anexado que achei que deveria partilhar contigo. Penso que sabes o porquê, já que me chamas de tua “amiga”, dizendo que posso “confiar em ti” para tudo…sim…sonhar alto faz bem à auto-estima, ouvi dizer…
Changing forever sexta-feira, 21 de maio de 2010 { 20:57 }
Tudo mudou…mas o que, sinceramente, não muda na minha vida? Dizer-te que algo está diferente já nem é novidade, é mais uma rotina. Começo a acreditar na teoria que eu e ela vivemos dentro de uma telenovela mexicana, apenas não sabemos…Diz lá que não tenho razão? Agora deves-te estar a rir desta afirmação, mas, com tudo o que se tem vindo a passar, TUDO mesmo, eu e ela faríamos maior sucesso que os morangos com açúcar. Pronto para a série de verão? Já está a chegar (inserir smile motivador)!
Sim, apesar de o hoje ter sido diferente, fico feliz por algumas coisas não mudarem em nós apesar de todos os conflitos, dos olhares, dos ciúmes, das confusões…fico feliz por continuarmos assim, unidos, como sempre vamos ficar. Momento de promessa! Sim, prometo-te que vamos ficar juntos para sempre, como amigos ou mais que isso, talvez…não sei o que pode acontecer…pensava que era a dona da razão e da verdade quando, de facto, “sei que nada sei” e que tenho muito que aprender contigo, com eles, connosco.
"Was I outofline? Did I saysomethingway too honest Madeyourunandhidelike a scaredlittleboy?" - Taylor Swift
Palácio de Monserrate e MSN sexta-feira, 2 de abril de 2010 { 20:30 }
XXV (220)
But my soul wanders; I demand it back To meditate amongst decay, and stand A ruin amidst ruins; there to track Fall'n states and buried greatness, o'er a land Which was the mightiest in its old command, And is the loveliest, and must ever be The master-mould of Nature's heavenly hand, Wherein were cast the heroic and the free, The beautiful, the brave -- the lords of earth and sea,
CLXXXVI
Farewell! a word that must be, and hath been -- A sound which makes us linger; -- yet -- farewell! Ye! who have traced the Pilgrim to the scene Which is his last, if in your memories dwell A thought which once was his, if on ye swell 1670 A single recollection, not in vain He wore his sandal-shoon, and scallop-shell; Farewell! with him alone may rest the pain, If such there were -- with you, the mortal of his strain!
Childe Harold's Pilgrimag - George Gordon, Lord Byron
Ass.: segunda-feira, 15 de março de 2010 { 22:12 }
Era um dia como todos os outros. Tinha acabado se sair das aulas e, por alguma razão, estava sozinha a andar no caminho para casa. Fiz um desvio, não sei muito bem onde, e fui parar a uma rua totalmente desconhecida por mim. Estava deserta (apenas havia uma caixa de cartão fechada no meio do chão de pedra), e pressentia que algo ia acontecer ali, sinceramente, nem sabia o quê. Já é tão rotineiro ter desses “feelings” que simplesmente ignorei e voltei as minhas costas para a rua, na esperança de encontrar o caminho de volta. Continuava a andar, mas nada…nada me era familiar. Parecia que nunca tinha passado por ali, o que soava bastante irracional tendo em conta que só poderia ter sido aquele o meu caminho pois era uma rua com apenas um sentido, sem qualquer desvio.
Dei por mim na mesma rua, a olhar para a mesma caixa de cartão abandonada, desejando que alguma vítima curiosa a abrisse. “Talvez essa vítima seja eu…” pensei por alguns segundos enquanto debatia se seria certo abrir ou tocar em algo que estivesse naquele sítio. Sentia que não tinha outra opção dadas as circunstâncias de estar total e inequivocamente perdida.
As minhas mãos tocaram, uma de cada vez, na borda da tampa enquanto cuidadosamente a levantava. Com medo, tive o idiota impulso de acabar com a terrível curiosidade e arrancá-la. De dentro apenas saia fumo. Se fiquei assustada? Claro que fiquei…parecia que a caixa estava a arder e tinha a plena noção que isso era impossível.
Passado um tempo infinito e indeterminado, a fumarada dissipou e, dentro do recipiente, encontrava-se uma folha A5 com uma caneta ao seu lado. Na folha apenas estava escrito “Escreve 4 que eu concedo-te”. Naquele momento pareceu-me muito menos ridículo do que agora que to estou a contar. Mas que quereria pedir? Um mundo melhor? Que acabassem a guerra?
Peguei delicadamente na caneta e na folha e, após um tempo de reflexão interior escrevi com a minha caligrafia o número um, seguido de um ponto que mais parecia um círculo, um espaço, um número dois, outro espaço, o número três, e finalmente o último número:
1. Quero ser mais forte e capaz de ultrapassar tudo sem derramar uma só lágrima;
2. Quero ter a coragem de mudar o Mundo, apesar de ser apenas uma, e de o moldar ao que acho ser a melhor realidade;
3. Quero viver para sempre ao lado de quem mais amo;
4.(…)
O quarto foi o mais complicado, também não era de esperar, era o último. Senti algo a tocar-me nas pernas, mas ignorei e, já mais lúcida de mim e do que se estava a passar à minha volta, escrevi finalmente:
4.Quero acordar deste sonho.
Apenas me lembro de dobrar o papel e pô-lo dentro da caixa novamente, o que aconteceu posteriormente é uma incógnita pois, tal como pedi, os meus olhos abriram-se e encontrei-me novamente no mundo real, a minha cabeça enterrada na almofada e o meu gato em cima das minhas pernas como que se eu fosse uma cadeira.
E perguntas: “Como é que te apercebeste que tudo aquilo era um sonho quando, normalmente, o ser humano não o percebe e age segundo o que se está a passar sem minimamente raciocinar?”. Eu respondo: “Não preciso de uma folha de papel que concede desejos para que, tudo o que escrevi seja, de facto, a realidade. Apenas preciso de uma coisa - de mim, pois só eu é que consigo concretizar todos aqueles pontos. E como me apercebi que era um sonho? Senti o meu gato a ajeitar-se em cima de mim”.
-sight- quinta-feira, 11 de março de 2010 { 19:41 }
Já não te escrevo há muito tempo…talvez porque as palavras já perderam toda a cor que tinham para dar. Já não brilham com a mesma intensidade, já não ressoam no meu ouvido como antigamente, já não me cativam como sempre aconteceu. Fiquei farta, apenas farta. Farta de tudo e de todos. Farta de quem quer ser ouvido mas toda a gente tapa as orelhas para não se meter em mais problemas e não ter mais preocupações. Farta de quem precisa de gritar, chorar, berrar e não pode…não pode porque éobrigada a ser forte e a aguentar tudo sem derramar uma única lágrima, pois dizem que “Quem chora são os fracos”. Mas ela não é fraca…ela é de tudo menos fraca…ela tem talvez mais força do que aparenta. Claro que não estou a falar de força física…isso não existe no Mundo dela. Estou a falar da capacidade de ela, apesar de tudo, se manter em pé e enfrentar todos os dias com um sorriso na cara; de, apesar de tudo, ela ainda conseguir dizer que acredita. Que acredita num futuro… O problema surge quando ela acredita na frase e, ao limpar uma das muitas lágrimas que lhe escorrem pela face ela suspira “És patética, és uma fraca”. Ela quer gritar, chorar, berrar…mas tem que se calar ou o futuro não chegará…
"Yeah, they say you grow when you don’t succeed/but it’s hard to breathe when no one believes in me" -Lady Gaga
Fairytale quinta-feira, 4 de março de 2010 { 13:17 }
Gostava de abrir um livro. Olhar para a capa onde uma princesa estaria ilustrada, a sua cara pálida e polida como a de um recém-nascido. Como adoraria fazer parte duma dessas história…
Há quem diga que faço parte, eu apenas diria que já fiz…
Já fiz parte daquele mundo perfeito em que a bruxa má entra impiedosa em cena e, um tempo depois, tudo está bem pois um príncipe no seu cavalo branco cavalga para a frente da câmara e salva a donzela em perigo ou acorda-a de um sono de 100 anos com um beijo de verdadeiro amor (amar alguém sem sequer o/a conhecer só mesmo em histórias…).
Mas quero…quero lá voltar! Quero voltar a sentir-me presente num desses contos, em que posso fazer tudo e sei de tudo! Quero voltar para aquele mundo inimaginável que já existiu, eu sei que sim…apenas precisamos de o recuperar…NÓS precisamos de o recuperar; mas, neste momento, é uma impossibilidade, pelo menos para mim. Já gastei todas as forças que me destes ao inicio e agora já não tenho nada. Apenas memórias que terão de me manter em pé mais um dia, que terão de me dar um motivo para lutar contra a corrente e não desistir como fiz já tantas vezes…
“I'm not a princess, this ain't a fairytale” - Taylor Swift
Keep dreaming quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 { 12:33 }
Nunca pensei…
Penso que já comentei, com um grande sorriso na minha cara, a muitos que, se me tivessem contado o meu presente há uns meses atrás, eu provavelmente me teria desmanchado a rir na cara do pobre coitado.
Isto…TUDO isto tem sido tão surreal que ainda me custa acreditar que esteja mesmo a acontecer. Sinto-me como se tivesse num daqueles sonhos em que tudo parece tão perfeito mas, como que por magia, acaba por desaparecer no momento em que abrimos os olhos para começar um novo dia.
Ainda penso, por mais ridículo que pareça, que estou a dormir há mais de um mês, como naquelas histórias em que a princesa pica o seu dedo na roca e adormece durante 100 anos (acabando posteriormente por ser salva pelo seu príncipe encantado no cavalo branco), e que tudo o que me rodeia neste preciso momento, toda a perfeição e simplicidade, irá apenas ser um daqueles momentos em que sacudo a cabeça e me levanto da cama, pensando o quão estranho foi o sonho.
Tudo aquilo que sempre receei e fugi durante toda a minha existência agora são aquelas coisas que, sem as quais, não conseguiria viver. Somos tão diferentes, mas tão iguais ao mesmo tempo que, finalmente, percebi o quão errada estava e o quão errados estavam alguns dos princípios e regras por mim adquiridas. Vocês são o completo oposto da imagem que anteriormente tinha, conseguem e são, definitivamente, melhores que aquelas pessoas que vos julgam, sem vos conhecerem porque iguais a vocês, a NÓS, não há nenhum grupo…
Sempre pensei ter toda a razão, até de ser dona da razão, mas, ao conhecer-vos, aprendi que ninguém é dono da razão e que, sem provar, não se sabe o verdadeiro sabor. Ninguém pode explicar a quem quer que seja qual o sabor de uma laranja, ou de qualquer outra coisa. Honestamente, é o mesmo de tentarmos explicar a alguém que não vê desde nascença o que é uma côr e como é que esta é, e esse é o problema de hoje em dia...julgar sem ver, tocar, provar, conviver...
Para mim estes últimos dias têm sido como a reflexão dos meus melhores pensamentos e desejos e, se for na realidade um sonho, espero continuar a permanecer nele durante muito mais tempo, ou até para sempre.
B my valentine ^w^ domingo, 14 de fevereiro de 2010 { 11:54 }
Dias perdidos em cima da minha cama com um livro ao colo a imaginar um dia ter um final feliz como todas aquelas personagens da imaginação do autor…arrependo-me…
Arrependo-me de não te ter procurado mais cedo; de não ter saído de casa com uma mala às costas e ser corajosa a esse ponto.
Mas não adianta desejar que o tempo volte atrás…o que está feito não pode ser refeito. Claro que pode ser remediado, compensado…problema? Nunca será o mesmo. Melhor ou pior, nunca será como teria sido no passado.
Alguns sortudos têm melhor, os menos, pior. Eu lancei os meus dados e tive a sorte de me sair o totoloto, jackpot, como lhe quiserem chamar.
Hoje já vai um de muitos mais que vamos viver juntos. Simplesmente não pode ser coincidência de este dia tão especial calhar num dia já existente há milénios que celebra o que nós somos - um só.
Este dia irá ser comparado a uma dobra numa folha de papel, tenho a certeza que sim…não só porque vou estar a teu lado durante uma tarde inteira mas porque vou estar rodeada de muitas das pessoas que me fazem ser o que sou.
Quando voltar, irei pegar na minha caneta e descrever o indescritível. Muitos autores já o tentaram, em vão, pôr em palavras sentimentos e momentos que, sendo tão irreais e fantásticos, são tão impossíveis de criar letras suficientes para o expressar e explicar a alguém que nunca os tenha sentido.
Tenho pena do alguém que não saiba o que é…do que é ter alguém a quem pode confiar 24 horas por dia, que pode desabafar e no fim do dia ter um colo e um beijo muito mais que amigo - um beijo de alguém que nos diz, apenas com gestos, que somos importantes; que importamos a alguém e que nós fazemos parte de algo para além de um grupo de amigos ou de uma família.
E aqui vai um de muitos mais…
The little and innocent teenager looks up, her hands shaking like they had never done before, she blinks twice, trying to see clearly and, taking the longest and hardest breath she managed to, she gasps: "Will you be my valentine?"