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Bem vindo(a)!

Todos os textos neste blogue são escritos por mim, excepto aqueles que têm o devido crédito. Espero que gostem tanto de os ler como eu de os escrever ♥

It matters if you just don't give up
- Stephen Hawking

"If you are what you should be, you will set your whole world on fire!"
- St. Catherine of Siena ♥

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quinta-feira, 5 de julho de 2012 { 00:14 }


 


Não me sinto diferente... também não esperei que soprar as velas me transforma-se como nos Sims. Apesar de não notar diferenças no momento, sinto que vejo o mundo de outra maneira comparativamente há alguns anos atrás. De uma coisa sei e agradeço todos os dias: já não sou tão ingénua. Continuo a sonhar, mas não tão alto que a queda seja insuportável (pelo menos 18 anos serviram para aprender isso); ainda acredito, mas já sei o que são palavras vazias e discursos falsos. Tudo isto e muito mais tenho a agradecer à minha familia e aos meu amigos, sempre presentes, e que nunca irei esquecer todo o carinho e amor que me têm dado estes anos todos. Obrigada por me aturarem todos os dias e por terem estado presentes.



Ana

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segunda-feira, 19 de julho de 2010 { 14:30 }



Às vezes penso que estou a sonhar…apesar de ter todos os meus sentidos activos como normalmente um ser acordado teria, tudo isto me parece surreal. Ainda me lembro de olhar para as telenovelas e rir-me de toda a história, porque nunca pensei que todos aqueles dramas ocorressem, de facto, do outro lado do ecrã…tudo aquilo me parecia tão encenado e improvável que, simplesmente, fiquei a viver na minha realidade perfeita e “cor-de-rosa” (como alguém já a intitulou).

E agora acordei desse sonho…deixei esse mundo para trás, e para quê? Ainda me pergunto porque abdiquei da perfeição onde me encontrava para me encontrar encalhada no meio deste oceano sem o mínimo sinal de vida ou de costa onde possa, finalmente, esticar os meus braços e dizer: “Estou em casa”…

Ana

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quinta-feira, 15 de julho de 2010 { 19:58 }




Normalmente estas reflexões ocorrem-me quando me deixo simplesmente levar...quando a minha mente abandona por alguns segundos o meu corpo e flutua num mar de pensamentos e memórias, onde as ondas me afastam lentamente da margem do real e do presente, e me transportam para um passado mais profundo e distante para o qual tenho sempre receio de ir e nunca mais voltar...



"O tempo nunca parou nem nunca fará tal coisa… a solidão, a miséria e a saudade são os únicos sentimentos humanos que se aproximaram de obter resultados nessa matéria..."


Lembro-me que a minha capacidade de flutuar foi diminuindo e o meu "eu" submergiu cada vez mais até que, por sorte, aterrei na areia firme e pude caminhar de volta ao agora...desta vez consegui voltar para aguentar mais uma vez com a força dos ventos (que, a cada dia, é mais impossível me manter de pé e de cabeça erguida), e com a tentação de para lá regressar...mas...e se não conseguir numa outra ocasião?

Ana

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sábado, 10 de julho de 2010 { 21:18 }



…será que a distância interfere, de todo, numa ligação entre dois indivíduos?

Tenho andado estes 12 meses a pensar e, talvez, a enganar-me, que a culpa de tudo o que aconteceu (ou não aconteceu), foi devido ao número de quilómetros que se iriam opor entre nós. Agora sei que estava errada…hoje sei que, a responsabilidade disto que estamos a viver e que vivemos durante todo este tempo, não assenta nos ombros de construções humanas que fizeram as nossas cidades tão distantes uma da outra, mas sim nos nossos ombros, nas nossas consciências, agora pesadas, de pensarmos “porquê?”…porque é que não fiz isto? Porque é que não me deixei levar por algo tão verdadeiro? Porque é que fugi de algo que, apesar de me dar um receio momentâneo, seria muito para além do perfeito?

Penso que as respostas a isto tudo resumem-se a uma só: porque tive medo…tive medo do que poderia vir a seguir...das mudanças, dos olhares, dos momentos…tinha medo que tudo aquilo deixa-se de ter tanto sentido como naquele instante…agora vejo o quão patética fui…agora percebo onde estou e onde poderia estar - não que me arrependa ou odeie o “agora” porque, de facto, não poderia estar melhor.

E, assim, agi…apaguei tudo o que me ligava a ti…as imagens, as mensagens, os momentos…tudo foi apagado porque, como estava, nunca conseguiria ser feliz…porque, estando tu sempre presente na minha mente, sentir-me-ia culpada…

Admito que, anteriormente, não me sentia dessa forma, mas agora é diferente…agora sei que é um “para sempre” que nunca poderia ter contigo…agora é um “happily ever after” em que a tua cara, o teu sorriso e a tua voz não farão parte…descobri, finalmente, que consigo respirar sem a tua mão na minha, que consigo pensar sem a tua ajuda…descobri que consigo viver sem ti!



Ana

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segunda-feira, 7 de junho de 2010 { 15:15 }



Foi um amanhã que chegou mais cedo. Foi um ontem que se atrasou. Quem sabe? Quem sabe se tudo tivesse sido diferente…será que estarias como estás? Dependente de algo mundano e idiota?

E eu...Estaria onde estou? Longe de ti, sem capacidade alguma de te alcançar, quer em pessoa quer em pensamento? Incapaz de te segurar a mão ou mesmo usar a minha contra a tua cara para te fazer ver a realidade? Sei que não é “cor-de-rosa”, mas pode ser próximo disso…podes construí-la do nada, de cinza, sei que podes e que consegues…sozinho, com a nossa ajuda, quem sabe?

Já te disse que estava aqui, para o bom e para o mau, para o claro e para o escuro, para os risos e para as lágrimas…basta um “olá” que sabes que sou a primeira a chegar junto de ti, sou a primeira a dar um passo em frente na tua direcção, sou a primeira a agir porque, por este andar, as coisas não vão terminar como há quase um ano planeie, sentada naquele muro junto das escadas a rir-me enquanto me atiravas fragmentos de folhas, enquanto me fazias lentamente esquecer, sem me aperceber, de que nem tudo era assim tão perfeito como aqueles momentos, que havia um mundo para além daquelas grades…o mundo para o qual nunca quis voltar em primeiro lugar…quero voltar a sentir-me assim, ao teu lado, sem nenhuma preocupação, sem nenhum discurso previamente planeado, quero voltar a ser EU...aquele eu que me roubaram, que me arrancaram de mim como que se nada fosse...

Odeio sentir-me assim - impotente. Odeio ainda mais sabendo que é a ti, de todas as pessoas deste planeta, que não consigo ajudar. Odeio porque sei as respostas a todas as perguntas de cima. Sim! Se não tivesse dito aquele maldito sim e não tivesse desperdiçado três meses da minha vida patética a agradar alguém, a esforçar-me por alguém, abdicando de tudo o que tinha, nada disto estaria assim. Eu seria feliz porque tu, de todo o mundo, estavas feliz...estavas a sorrir como sorrias há um ano atrás, estavas a fazer piadas como anteriormente fizes-te, mas tudo mudou...como sempre...tudo mudou porque alguém errou e, neste caso, fui eu...errei porque nunca deveria ter trocado um prazer momentâneo e adolescente por algo tão importante como tu porque, como já te disse, não me és indiferente, nunca foste nem nunca serás, e tu sabes disso...és das poucas pessoas em que eu confio de tudo porque sei que me percebes, pois as minhas palavras e os meus pensamentos encaixam nos teus na perfeição que só nós os dois conseguimos criar...

Vou-te ajudar, custe o custar, faça o que faça, trepe o que trepe, nade o que tiver de nadar, tu vais ficar bem, garanto-te!

"But somewhere we went wrong
We were once so strong
" - Demi Lovato

Ana

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quinta-feira, 13 de maio de 2010 { 19:19 }



Em primeiro lugar quero-te pedir desculpa, apesar de não saberes o motivo. Um dia provavelmente te direi, pessoalmente, que te comparei. Sim! Usei um termo de comparação que nem deveria existir. Comparei uma gota de água a um oceano, um segundo a uma vida, o azul ao verde, um momento a uma eternidade…comparei a miragem com a perfeição…como? Não sei…foi um daqueles pensamentos momentâneos que não se vai repetir. Por isso, com toda a minha sinceridade admito, aqui, que errei. Por um breve momento, mas fi-lo. E aqui também fica escrita a promessa que nunca te vou deixar nem largar porque a nossa amizade, apesar de ter começado há tão pouco tempo, parece que já vem do infinito - parece que já te conhecia quando, de facto, nem sabia o teu primeiro nome. Nem que fique apenas por aqui, contento-me, porque te tenho presente na minha vida, como amigo, como pilar, como o meu anjo

(ps: penso que conheces a foto Andreia xD )


Ana

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sexta-feira, 16 de abril de 2010 { 20:16 }



Sinto a brisa fresca da noite na minha face enquanto te escrevo esta carta que, para além de não ser a primeira, também não será a última que terá o teu nome como destinatário.

Estou farta que isto tudo seja em vão…as minhas lágrimas passadas, os meus pensamentos e sonhos…quero que os últimos dois se tornem reais. Sabes o que é ainda mais complicado? É ter de te encarar todos os dias, quer queira quer não, nos olhos de outra pessoa. É ter de me relembrar que existes apenas por vaguear na minha própria escola e esbarrar contra a tua inexistência. Estás lá…naquela cara, naquele sorriso, mas não és tu! É apenas uma cópia barata de ti que nem merece comparação…para mim, é como igualar a Barbie à Nancy (desculpa comparar-te assim), mas é a verdade!

Apenas existe um só, e um apenas!

Apesar de te procurar em outras pessoas, noutras piadas, noutros abraços, noutros toques…nunca são iguais. As sensações, quer o teu cheiro distinto que poderia reconhecer a quilómetros de distância, quer o teu olhar que não pode ser comparado a nenhum elemento da Natureza (como um poeta o faria), pois é único, perfeito e, como sabes, não há nada perfeito no Mundo; não igualam a aquelas semanas que há muito que estão esquecidas e que, infelizmente, o foram esquecidas. Aí admito, erro meu



"Comparisons are easily done, once you've had a taste of perfection" - Katy Perry


Ana

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Wonderland
sábado, 27 de março de 2010 { 22:29 }



“Alice no País das Maravilhas”…quem é que ainda não viu? Posso-te dizer que o vi hoje e fiquei cativada, não só pela história que sempre amei desde pequena, mas também pelos cenários imaginários e pela roupa que nem a minha imaginação a poderia visualizar.

O conto, em si, é simples…é, basicamente, a vida de Alice ao regressar ao local onde tinha ido alguns anos atrás - essa é a parte interessante da história. Não queríamos todos voltar à nossa infância? Voltar a todos aqueles lugares mágicos que agora apenas parecem sonhos, miragens, ilusões? E, se conseguíssemos voltar, não quereríamos ser como somos agora, ou seja, ter as mesmas habilidades que possuímos agora, como a força e a coragem, para conseguir enfrentar coisas que, anteriormente, pensamos ser incapazes de o fazer? Claro que sim!


Quem não gostaria de ter uma espada, para fazer frente aos nossos medos, em que apenas o “eu” a poderia utilizar? É apenas o “eu” que consegue vencer o medo. Os amigos estarão sempre lá para o suporte e para ajudar no que for preciso, mas temos que ser nós, e apenas nós, a encararmos o nosso medo e enfrentá-lo de cabeça erguida, e dizer, com toda a confiança no final: “Consegui!”; pois não há nada melhor que vencer um medo por nós mesmo, com as nossas capacidades, com os nossos meios, sem batotas, curvas ou mentiras. E é isso que penso fazer daqui para a frente e penso que tu deverias fazer o mesmo...

Amo-te…


Ana

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Dear someone...
quinta-feira, 25 de março de 2010 { 21:56 }


Sabes aquele sentimento que não consegues descrever?

Imagina-te a comer uma laranja e que, inexplicavelmente, alguém te pergunta o seu sabor, o que responderias? É doce, mas com um travo ácido; ou algo assim parecido, provavelmente. Mas como é que, de facto, se explica algo assim? Como é que se explica algo a um indivíduo que este nunca tenha sentido, como é o caso do paladar? Descrever uma cor a um cego é outro exemplo de muitos que posso dar para esta questão.

Agora, explicar a alguém o que é o Amor, ou o que é Amar…não será a mesma coisa? Dizer que é um “sentimento muito bonito em que dois se transformam num só e que vivem felizes para sempre” e bla bla bla, não será a mesma história da laranja? Para uma pessoa que tenha vivido a sua existência miseravelmente e que não saiba o que é a felicidade, como é que eu a posso abordar sobre o tema do Amar com o discurso anterior?

Um professor uma vez me disse, penso que no 9º ano: “Como é que se explica a um quadrado o que é um cubo se este só vê a duas dimensões e o cubo tem três?”. Na altura não liguei muito ao discurso aparentemente disparatado dele, mas talvez ele tenha razão…

O mundo e as “descrições” estão feitos para aqueles membros da sociedade que são “perfeitos”, em que a sua vida é “perfeita” e que, eles mesmos, sejam “perfeitos". Basicamente, os dois tópicos estão feitos para uma sociedade e para um conjunto de indivíduos que nem existem! Como é que é possível que a sociedade tenha criado escapadelas de perguntas que precisam de ser respondidas, em que essas próprias não resultam nem se aplicam a todas ou mesmo a nenhuma pessoa?

É tarde, já tenho a cabeça cansada e as férias da Páscoa estão aí…talvez seja por isso que estas perguntas me ocorram assim, misteriosamente, na minha mente.


Ana

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Ass.:
segunda-feira, 15 de março de 2010 { 22:12 }



Era um dia como todos os outros. Tinha acabado se sair das aulas e, por alguma razão, estava sozinha a andar no caminho para casa. Fiz um desvio, não sei muito bem onde, e fui parar a uma rua totalmente desconhecida por mim. Estava deserta (apenas havia uma caixa de cartão fechada no meio do chão de pedra), e pressentia que algo ia acontecer ali, sinceramente, nem sabia o quê. Já é tão rotineiro ter desses “feelings” que simplesmente ignorei e voltei as minhas costas para a rua, na esperança de encontrar o caminho de volta.

Continuava a andar, mas nada…nada me era familiar. Parecia que nunca tinha passado por ali, o que soava bastante irracional tendo em conta que só poderia ter sido aquele o meu caminho pois era uma rua com apenas um sentido, sem qualquer desvio.

Dei por mim na mesma rua, a olhar para a mesma caixa de cartão abandonada, desejando que alguma vítima curiosa a abrisse. “Talvez essa vítima seja eu…” pensei por alguns segundos enquanto debatia se seria certo abrir ou tocar em algo que estivesse naquele sítio. Sentia que não tinha outra opção dadas as circunstâncias de estar total e inequivocamente perdida.

As minhas mãos tocaram, uma de cada vez, na borda da tampa enquanto cuidadosamente a levantava. Com medo, tive o idiota impulso de acabar com a terrível curiosidade e arrancá-la. De dentro apenas saia fumo. Se fiquei assustada? Claro que fiquei…parecia que a caixa estava a arder e tinha a plena noção que isso era impossível.

Passado um tempo infinito e indeterminado, a fumarada dissipou e, dentro do recipiente, encontrava-se uma folha A5 com uma caneta ao seu lado. Na folha apenas estava escrito “Escreve 4 que eu concedo-te”. Naquele momento pareceu-me muito menos ridículo do que agora que to estou a contar. Mas que quereria pedir? Um mundo melhor? Que acabassem a guerra?

Peguei delicadamente na caneta e na folha e, após um tempo de reflexão interior escrevi com a minha caligrafia o número um, seguido de um ponto que mais parecia um círculo, um espaço, um número dois, outro espaço, o número três, e finalmente o último número:

1. Quero ser mais forte e capaz de ultrapassar tudo sem derramar uma só lágrima;

2. Quero ter a coragem de mudar o Mundo, apesar de ser apenas uma, e de o moldar ao que acho ser a melhor realidade;

3. Quero viver para sempre ao lado de quem mais amo;

4.(…)


O quarto foi o mais complicado, também não era de esperar, era o último. Senti algo a tocar-me nas pernas, mas ignorei e, já mais lúcida de mim e do que se estava a passar à minha volta, escrevi finalmente:

4. Quero acordar deste sonho.

Apenas me lembro de dobrar o papel e pô-lo dentro da caixa novamente, o que aconteceu posteriormente é uma incógnita pois, tal como pedi, os meus olhos abriram-se e encontrei-me novamente no mundo real, a minha cabeça enterrada na almofada e o meu gato em cima das minhas pernas como que se eu fosse uma cadeira.


E perguntas: “Como é que te apercebeste que tudo aquilo era um sonho quando, normalmente, o ser humano não o percebe e age segundo o que se está a passar sem minimamente raciocinar?”. Eu respondo: “Não preciso de uma folha de papel que concede desejos para que, tudo o que escrevi seja, de facto, a realidade. Apenas preciso de uma coisa - de mim, pois só eu é que consigo concretizar todos aqueles pontos. E como me apercebi que era um sonho? Senti o meu gato a ajeitar-se em cima de mim”.


Ana

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Dá-me asas...
sábado, 13 de março de 2010 { 18:32 }


Dá-me asas para eu poder voar, para sair deste Mundo e procurar um melhor. Um Mundo melhor em que o meu conceito de perfeito transpareça em cada esquina. Já estou a imaginar…uma mistura de Paris e Veneza, onde tudo é verde, calmo e movimentado ao mesmo tempo; onde tudo brilhe apesar das nuvens que encobrem o céu; onde tudo reflicta alegria constante; uma rua larga com edifícios de apenas um ou dois andares e, no meio desta, uma fonte cheia de estátuas com características gregas ou romanas (deixo ao critério do resto dos cidadãos); e, mesmo lá no fundo, estou eu, sentada debaixo de uma árvore, com o meu ar aluado de sempre, mas com os olhos fixos na única coisa que verdadeiramente me interessa naquele cenário de perfeição - TU.

O que é que interessa tudo aquilo se tu não pertences a essa realidade imaginária? O que é que interessa se tudo é “perfeito” quando o elemento mais perfeito da minha vida não está lá presente a iluminar o meu dia quando está todo encoberto, e a dar-me alegria em todos os momentos de tristeza? Nada interessa mais que tu…a vida, a morte, o bater do meu coração, o céu, o mar, o sol, as estrelas, a lua…são apenas meras vírgulas no meu texto onde tu representas a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

E perguntas: “Conclusão? Como se houvesse um fim…”. Não há? Pergunto eu…nenhum de nós vai viver para sempre, por muito que isso seja o desejo da maior parte da humanidade. Até a poção da imortalidade sair no mercado e me arrependa deste parágrafo digo, simplesmente: vive a vida como se o teu último dia fosse amanhã e mais um. Significado? Vive a vida o máximo e melhor que conseguires mas pensa que no dia seguinte poderás acordar e terás de ver e viver nas consequências que provêm dos teus actos anteriores. Eu vou viver a minha, contigo a meu lado (espero eu), aproveitando cada momento porque, se aprendi uma coisa nestes últimos meses é que tudo, mesmo tudo, pode mudar em apenas fracções de segundos.



"Come on, baby, we ain't gonna live forever, let me show you all the things that we could do" - The Veronicas
(P.s.: Parabéns Flávia ^w^)

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Inspiras-me...
sábado, 27 de fevereiro de 2010 { 22:40 }



Senti-me tão leve, como se não houvesse chão debaixo dos meus pés, ou mesmo debaixo do meu corpo - uma pena a esvoaçar pela brisa da manhã.


De repente, uma visão extraordinária: uma praia apareceu à minha frente. O mar de um azul que nunca pensei existir, o som das ondas ecoava nos meus ouvidos e muitos quilómetros de areia sem a mínima vida estendida nela perdiam-se no horizonte. “Gostava que ele estivesse aqui”, pensei, sem perceber muito bem a quem me estava a referir e o porquê daquela repentina reflexão.


Não me conseguia ver, nem conseguia saber como estava, mas ignorei e deixei a minha alma mergulhar naquela miragem que aparecia diante de mim. Essas perguntas teriam de ser respondidas em breve. Sentia-me uma criança despreocupada, onde o meu único objectivo seria alcançar a beira-mar e, sem me interessar pela temperatura da água, mergulhar nela e deixar o meu corpo flutuar pois, por um lado, queria aquele sentimento inicial de liberdade novamente presente em mim.

Tentei mover as minhas pernas mas, assustadoramente, não reagiram. A sensação de calma transformou-se rapidamente em pânico, enquanto esforçava uma acção que os meus membros eram incapazes de realizar. Um peso enorme surgiu no meu peito, como que se tivesse um carro em cima dele. Aquele sonho de costa paradisíaca começou a afastar-se rapidamente até que, a única coisa que os meus olhos conseguiram detectar, era um ponto de luz, mais pequeno que um grão de açúcar, rodeado por uma escuridão que nunca antes tinha visto e por um silêncio inimaginável. E foi quando me apercebi…o que estava ali a fazer? Como tinha ido lá parar? E mais importante…
quem era?

As memórias de uma vida atingiram-me como um soco, enquanto todos os meus dias passavam à frente dos meus olhos como um filme em super velocidade. Mas, curiosamente, não vi tudo. Vi caras que se tornaram familiares enquanto os ‘flashbacks’ prosseguiam. Vi sorrisos, vi lágrimas mas, sobretudo, vi-o. Vi aquele “ele” que inicialmente tinha feito novos sentimentos aparecer em mim - saudade e alguma culpa. Durante as suas imagens, senti-me como que completa e calma, como que o que me estava a ocorrer naquele momento não fosse, no mínimo, lunático; senti-me, sobretudo, protegida e capaz de enfrentar o inimigo ainda desconhecido, aquele que me tinha levado até àquele local tenebroso.

Começaram a ficar desfocadas, as recordações, digo. Parecia que aquela parte da minha vida não era nítida nem para o meu são eu. Foi então que algo rompeu o silêncio. Uma espécie de um
som metálico ressoou, e jurava poder compará-lo a um relâmpago e, seguidamente, aquela sensação de liberdade regressou e todos aqueles problemas voltaram a desaparecer. A praia regressou, o som das ondas também, mas agora com outro som de fundo, um a qual não conseguia detectar a origem. Era um barulho agudo e irritante, como que o de uma máquina, e a única coisa que reproduzia era: Piiiiiiiiiiiiiiiii.

Tudo ficou silencioso. Vi-te pela última vez - lembrei-me do teu nome, da tua cara, dos nossos momentos e, mais importante, lembrei-me que te
amava. E, a partir daí, deixo um espaço em branco, pois terás de ser tu a contar-me a história.

"She lives in a fairy tale / Somewhere too far for us to find / Forgotten the taste and smell / Of a world that she's left behind" - Paramore: Brick by boring brick

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Keep dreaming
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 { 12:33 }



Nunca pensei…


Penso que já comentei, com um grande sorriso na minha cara, a muitos que, se me tivessem contado o meu presente há uns meses atrás, eu provavelmente me teria desmanchado a rir na cara do pobre coitado.

Isto…TUDO isto tem sido tão surreal que ainda me custa acreditar que esteja mesmo a acontecer. Sinto-me como se tivesse num daqueles sonhos em que tudo parece tão perfeito mas, como que por magia, acaba por desaparecer no momento em que abrimos os olhos para começar um novo dia.

Ainda penso, por mais ridículo que pareça, que estou a dormir há mais de um mês, como naquelas histórias em que a princesa pica o seu dedo na roca e adormece durante 100 anos (acabando posteriormente por ser salva pelo seu príncipe encantado no cavalo branco), e que tudo o que me rodeia neste preciso momento, toda a perfeição e simplicidade, irá apenas ser um daqueles momentos em que sacudo a cabeça e me levanto da cama, pensando o quão estranho foi o sonho.

Tudo aquilo que sempre receei e fugi durante toda a minha existência agora são aquelas coisas que, sem as quais, não conseguiria viver. Somos tão diferentes, mas tão iguais ao mesmo tempo que, finalmente, percebi o quão errada estava e o quão errados estavam alguns dos princípios e regras por mim adquiridas. Vocês são o completo oposto da imagem que anteriormente tinha, conseguem e são, definitivamente, melhores que aquelas pessoas que vos julgam, sem vos conhecerem porque iguais a vocês, a NÓS, não há nenhum grupo…

Sempre pensei ter toda a razão, até de ser dona da razão, mas, ao conhecer-vos, aprendi que ninguém é dono da razão e que, sem provar, não se sabe o verdadeiro sabor. Ninguém pode explicar a quem quer que seja qual o sabor de uma laranja, ou de qualquer outra coisa. Honestamente, é o mesmo de tentarmos explicar a alguém que não vê desde nascença o que é uma côr e como é que esta é, e esse é o problema de hoje em dia...julgar sem ver, tocar, provar, conviver...

Para mim estes últimos dias têm sido como a reflexão dos meus melhores pensamentos e desejos e, se for na realidade um sonho, espero continuar a permanecer nele durante muito mais tempo, ou até para sempre.

“Just keep dreaming…”

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Oh sweetheart
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010 { 18:41 }




Sinto-me fraca. Sinto que sei que sou fraca. Sou fraca.

Sou fraca por não te conseguir ajudar. Quero agarrar-te na mão e puxar-te mas não consigo. Meus braços sempre menosprezaram o exercício e agora não sei o que fazer. Quero estar a teu lado nesse momento, mas duvido que a minha mente me autorize a fazê-lo. Odeio ser assim!

Odeio chorar sem motivo aparente, odeio desistir de coisas que ainda nem comecei, odeio odiar-me tão intensamente como no agora.

Tentei pôr-me no teu lugar e ainda fiz pior. Ainda me senti pior…como se me dessem um soco no estômago e me retirassem todo o oxigénio disponível (acho que é a melhor maneira de o comparar).

Dei por mim num sítio onde já não estava há muito tempo. Olhei-me ao espelho e os meus olhos brilhavam de uma maneira diferente. Não daquela maneira intensa e viva que acontece quando estou a teu lado; mas de uma maneira vazia. Os meus olhos, por muito que os esforçasse, continuavam a olhar para o infinito, apesar de o espelho estar a uns poucos centímetros de distância. Não sabia como reagir nem o que era reagir. Não sabia como me haveria de comportar nem para onde ir e muito menos onde estava. Sentia a minha cara a arder como se me tivessem ateado fogo e a minha vista a turvar com a água.

E foi então que algo me fez voltar. Foi como que se finalmente encontrasse a superfície e pudesse respirar uma vez mais. Um som estilhaçou aquele momento intimidante de silêncio, enquanto o meu corpo recuperou as características invulgares originais “Pd xr k abrand mx vaix tr d falar c ele + cd ou + tard” foi o que li depois de várias tentativas de ver mais focado. «Hoje não…ainda não…» pensei antes de responder, fechando o telemóvel e atirando-o para cima da cama, juntamente comigo mesma.

Acabei por cair, pateticamente, num segundo transe. Agora sobre o segundo tema que me andava a atormentar desde que tudo começou. O tema que, inutilmente, já tinha tentado trazer ao decima, mas que se tinha acabado por afundar no calor do momento. Peguei no livro de “A casa dos espíritos” de Isabel Allende, e continuei a ler como se nada fosse, tentando esquecer inutilmente aqueles dois problemas.

Sou fraca, mas nunca me esforcei minimamente para mudar…


Oh sweetheart, put the bottle down, you've got too much talent

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Tomorrow...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 { 21:53 }



Hoje perdi o medo. Hoje apaguei da minha memória aquele pesadelo que tão activamente assombrava as minhas noites. Hoje finalmente percebi o quão importantes são as palavras.

(Ironicamente escrevi umas frases sobre estas antes do ocorrido na aula de português…).

Hoje posso dizer que sim, que acredito.

No passado estava insegura, e, apesar de te dizer que tudo estava bem tu sabias (eu sei que sabias), que o que eu te estava a dizer eram apenas frases de consolo para esqueceres o assunto e passares à frente como toda a gente fazia antes de tu apareceres.

Mais uma coisa de muitas mais que me vais ajudar a ultrapassar e a perceber…

Hoje perdi o medo de dizer o que me vai na alma…de dizer realmente o que quero dizer e, simplesmente, não tentar esquecer o problema para ver se este desaparece. Este nunca irá desaparecer, de facto…ainda irá ficar pior. Efeito bola de neve, há quem lhe chame…vai acumulando até que, por fim, acaba por ser tão grande que destrói tudo o que se encontra no seu caminho, e eu não quero ser assim. Eu NÃO POSSO ser assim! Não me posso resumir a uma idiota e assassina bola de neve!

Apesar de saber que me estou a tornar numa, tenho que desviar a minha rota e encontrar o deserto mais próximo onde me possa derreter o mais rápido possível. Neste momento, sei que estou a destruir tudo à minha volta e, tenho quase e total certeza que não posso fazer nada para me parar embora o deseje tão intensamente.
Hoje, apesar de tudo, não me restam mais forças para lutar…sei que amanhã já o poderei fazer. A minha cabeça irá estar muito mais vazia e pronta para enfrentar o turbilhão da minha bola de neve com cabeça erguida e disposta a assumir os erros que cometi nas últimas semanas, que sei que, apesar de insignificantes em singular, o plural faz toda a diferença.

“Just thinkin’ about, tomorrow; Clears away the cobwebs and the sorrow; Till’ there’s none”



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...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 { 20:35 }





Um olhar vale mais que mil palavras
O silêncio, a várias que se resumem a uma só

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Peluche do séc. XXI
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 { 21:50 }



Quando era criança lembro-me de ter um peluche pequeno ao qual lhe dava um nome que não interessa agora para o tema. Esse peluche era como um manto de segurança e protecção contra tudo aquilo que eu receava (que naquele tempo provavelmente seria o escuro ou alguma outra criatura da minha ainda existente imaginação fértil).

Recordo-me de lhe pegar; de me sentir dependente dele ao ponto de não ser eu quando este não estava conectado a nenhuma parte do meu corpo; de me sentir perdida, como que se não conhecesse a minha própria casa, a minha própria rua e a minha própria família. Tudo sem aquele monte de tecido amarelo simplesmente parecia estranho, desconhecido, como que se já não visse o Mundo da mesma maneira sem ele.

Um dia perdi-o…sei isto porque a minha mãe farta-se de me contar este episódio. Ela não sabe o que aconteceu, e muito menos eu (também não me consigo recordar assim de tantos detalhes). Um dia subiu a casa da minha avó e deixou-me à porta dela (isto ainda era possível…), e quando voltou já não tinha o peluche na mão. Continua a ser um mistério, mas o que interessou foi o depois…

Chorei…chorei muito pois aquela era a minha única possessão valiosa até àqueles dias. O meu tio e a minha mãe percorreram quilómetros até me acharem outro igual. Pelo menos havia alguma coisa que o substitui-se…mas contigo é diferente.

O que realmente interessa para este texto por muito ridículo que soe é que tu és o meu peluche do século XXI. És aquela relíquia que espero nunca perder porque como tu não há ninguém; és aquela bolha onde sei que estou segura e que nada de mal me vai acontecer enquanto estiver a teu lado. Não posso simplesmente ir à loja da esquina ver se ainda há à venda ou se ainda é a época dos saldos porque sei que como tu, nem que viaje até à outra ponta do Universo e volte, não há igual. Por isso é que somos o que somos…não há ninguém como tu, nem como eu, nem como nós.

"There's only 1 thing, 2 do, 3 words, 4 you. I love you" - Plain White T's: 1, 2, 3, 4

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Menina do Mar
quarta-feira, 11 de novembro de 2009 { 20:35 }



Sinto-me tão próxima ao ouvir-te, como se fizesses parte de mim. Como se as tuas ondas representassem a minha maneira de pensar; como se a tua cor mostra-se o meu espírito e a minha alma; como se a tua profundidade reflectisse a minha personalidade. É de ti que vim, é a ti que eu sempre irei recorrer e é a ti que me irei sempre comparar – especial, diferente, única, pura… Sou a tua pequena e frágil menina, a tua desprotegida e quebrável Menina do Mar.
















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