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Todos os textos neste blogue são escritos por mim, excepto aqueles que têm o devido crédito. Espero que gostem tanto de os ler como eu de os escrever ♥

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- Stephen Hawking

"If you are what you should be, you will set your whole world on fire!"
- St. Catherine of Siena ♥

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 { 16:50 }



Este ano decidi fazer algo diferente do que fiz o ano passado.

2010 recap:

Janeiro:
                Foi a partir deste mês que as coisas começaram a mudar drasticamente. Iludi-me, pateticamente, por alguém que agora troco constantemente o nome; os meus R’s começaram a namorar graças a quem? A mim, claro! (e eles concordam!), e conheci a minha primeira segunda família (algo que me arrependo).

Fevereiro:
                Dia dos namorados, como poderei esquecer? Honestamente, já não me lembro de quase nada…apenas uns flashbacks que já não me fazem sentido.

Março:
                Apercebi-me que tinha cometido o maior erro da minha vida ao afastar uma das pessoas mais importantes por causa de um romancezinho de bolso. A A. assegurou-me que tudo ia ficar bem e que conseguiria remediar a situação - mandei uma mensagem mas ninguém respondeu do outro lado…posso dizer que fiquei destroçada, não só por isso, mas também porque, semanas depois, chegou-me a notícia que já não haveria esperanças de voltar para os seus braços.

Abril:
                O meu romancezinho de bolso finalmente teve fim com um desenlace previsto - traição. Um dia antes, durante aquele famoso jogo de snooker, recebi uma mensagem da A. a desmentir a anterior notícia - posso dizer que fiquei radiante! Segui com a minha vida tendo a R. a chamar-me de maluca por andar com um sorriso na cara: porquê chorar por algo que nunca existiu?

Maio:
                Apareceu na minha cabeça aquela ideia ridícula de querer ser apresentada ao Pinto (algo que, até hoje, nunca aconteceu), e, para variar, um dos meus mais chegados amigos na altura desiludiu-me como ninguém o tinha feito (com sinceridade, desde o dia em que lhe disse a verdade e ele fugiu como uma criancinha, nunca mais falámos).

Junho:
                Fui às Caldas e, infelizmente, recebi a notícia que Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Nomeado Nas Minhas Entradas andava metido na droga outra vez (lembro-me de ficar tão irritada de pensar em meter os pés ao caminho e esganar a inútil da namorada dele). Quando voltei comecei a namorar com o P. (maldito dia 14, sempre lá marcado no calendário). Finalmente, eu e a R. tivemos a brilhante ideia de nos inscrevermos nos Cursos de Verão do Porto (entre outros, mas na capital) - posso já adiantar: má ideia!

Julho:
                Depois de mais um aniversário retornei às Caldas para passar tempo com a A. antes dos cursos em Lisboa começarem (outra vez, não encontrei uma das pessoas com quem queria estar e já fazia um ano que não nos víamos e seis meses que não falávamos). Apanhei um susto de morte quando a A. me disse que ia para o Canadá viver brevemente (o que até agora, felizmente, não aconteceu). Foram duas semanas de cursos tanto na Lusófona como na Lusíada e mal podíamos esperar pelos cursos no Porto.

Agosto:
                Passei as normais três semanas nas santas terrinhas, fiz as minhas duas malas de viagem (era a única com tanta, posso chamar, tralha!), e pus-me a caminho para uma aventura no Porto. Primeira semana: curso de Física. Estava a correr tudo sobre rodas quando decidi usar a minha famosa camisola do “I think he’s gay” (agora dou-lhe o nome de camisola do engate), e comecei a falar com uma das pessoas mais interessantes que até hoje conheci. Dos dias seguintes não me arrependo de nada, apenas lamento o final de toda esta história…mas, apesar de parecer, nem tudo foi mau: conheci o M, a K, os milhões de Pedros e, mais importante, construí um robô com o nome de Botilda (miss you…). Segunda semana: curso de Matemática. Reflexão: não foi tão bom como esperava. Claro que as palestras foram interessantes, mas nada como o curso anterior…foi a partir de Agosto que o bichinho da Física se começou mesmo a manifestar dentro de mim. FCUP!

Setembro:
                Inicio das aulas, agora no 11º. Foi estranho retornar e não ver metade das caras conhecidas, mas depressa me adaptei.

Outubro:
                Foi o final de uma história que esperei que nunca chegasse. Conheci o M. na festa da C. e até deu para esquecer tudo e não deixar mais moças das que já existiam. No final do mês entrei para o coro.

Novembro:
                Um ponto fulcral no ano inteiro. Conheci o A. numa visita de estudo e acabei tudo com o P (depois dos meses anteriores era impossível continuar a reparar algo tão estragado). Fui (finalmente) crismada, com esperança e desejo de que, a partir daquele dia, tivesse um caminho ligeiramente mais iluminado. Entrei para o grupo de leitores na troca do A. entrar para o coro.

Dezembro:
                É neste mês que vos escrevo e digo que não tenho muito para contar. Foi um ano atribulado, com os seus altos e baixos, mas que se superou com paços pequenos e desajeitados (mas não são sempre?). Recebi a notícia que ia entrar num musical da Disney para angariar fundos para a JMJ (jornadas mundiais da juventude), onde vou fazer o papel de Jasmine (fiquei mesmo radiante com a notícia!).

Ana

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segunda-feira, 12 de julho de 2010 { 18:34 }


Negamos. Viramos as costas. Enterramos. E para quê?

A realidade acabará por vir à superfície. Teremos que enfrentar as consequências dos nossos actos eventualmente e (garanto-te), vais sentir muito mais do que anteriormente sentirias. A verdade irá cair nos teus ombros como chumbo enquanto o teu corpo se enterra cada vez mais na base instável que crias-te debaixo de ti. E, nesse momento, gritarás o meu nome em vão porque eu já te deixei para trás… Foi como fizeste há um ano atrás, lembras-te? Quando estavas lúcido e sorrias para mim como nunca conseguirás sorrir para outro alguém? Eu lembro-me, e sei que tu também…

"Why don't you get out of my life
And let me make a new start?
Let me get over you
The way you've gotten over me"


Ana

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sábado, 10 de julho de 2010 { 21:18 }



…será que a distância interfere, de todo, numa ligação entre dois indivíduos?

Tenho andado estes 12 meses a pensar e, talvez, a enganar-me, que a culpa de tudo o que aconteceu (ou não aconteceu), foi devido ao número de quilómetros que se iriam opor entre nós. Agora sei que estava errada…hoje sei que, a responsabilidade disto que estamos a viver e que vivemos durante todo este tempo, não assenta nos ombros de construções humanas que fizeram as nossas cidades tão distantes uma da outra, mas sim nos nossos ombros, nas nossas consciências, agora pesadas, de pensarmos “porquê?”…porque é que não fiz isto? Porque é que não me deixei levar por algo tão verdadeiro? Porque é que fugi de algo que, apesar de me dar um receio momentâneo, seria muito para além do perfeito?

Penso que as respostas a isto tudo resumem-se a uma só: porque tive medo…tive medo do que poderia vir a seguir...das mudanças, dos olhares, dos momentos…tinha medo que tudo aquilo deixa-se de ter tanto sentido como naquele instante…agora vejo o quão patética fui…agora percebo onde estou e onde poderia estar - não que me arrependa ou odeie o “agora” porque, de facto, não poderia estar melhor.

E, assim, agi…apaguei tudo o que me ligava a ti…as imagens, as mensagens, os momentos…tudo foi apagado porque, como estava, nunca conseguiria ser feliz…porque, estando tu sempre presente na minha mente, sentir-me-ia culpada…

Admito que, anteriormente, não me sentia dessa forma, mas agora é diferente…agora sei que é um “para sempre” que nunca poderia ter contigo…agora é um “happily ever after” em que a tua cara, o teu sorriso e a tua voz não farão parte…descobri, finalmente, que consigo respirar sem a tua mão na minha, que consigo pensar sem a tua ajuda…descobri que consigo viver sem ti!



Ana

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quinta-feira, 8 de julho de 2010 { 19:46 }



Há momentos em que me perco a pensar em coisas inúteis mas, talvez, essenciais para conseguir sair desta pequena caixa em que me encontro, encurralada por aquelas quatro paredes que se aproximam cada vez mais de mim…sufocando e matando-me lentamente como uma bala em câmara lenta…És, de facto, um dos motivos que me levaram para o interior daquela máquina de tortura…És, de facto, um lago estagnado que tenho a tentação de mexer e remexer para recordar o passado que me obrigaste a deixar para trás e a esquecer…Infelizmente tenho que ser eu a esquecê-lo por nós os dois, tenho que ser eu a assumir ambos os papeis principais desta história porque tu não queres entrar neste teatro infantil que já chamámos, a fazer figas, de amizade. Amizade que nunca quis existir; amizade que não é compatível connosco; amizade que nunca irá existir porque, entre ti e mim, é tudo ou nada…

"Remember all the things we wanted
Now all our memories, they’re haunted
We were always meant to say goodbye
"

Ana

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quinta-feira, 1 de julho de 2010 { 12:05 }



Sinto os meus pés e as minhas mãos amarrados àquela fita de seda vermelha que deixas-te para trás quando me viraste as costas ontem ao anoitecer. Errado seria pedir a alguém que me desprendesse do peso quase inexistente daquele ornamento que me impede qualquer tipo de movimento, apesar de ser o mais tentador…O “certo” é esperar que te lembres do meu nome e o sussurres ao meu ouvido, juntamente com aquela expressão que sabes dizer tão bem, porque é essa a chave que desata correctamente o nó. Sem essas palavras, apenas uma faca bem afiada quebraria a fita da cor do sangue que iria escorrer pelos meus braços e pingar para o chão…sangue não só meu por errar, mas maioritariamente teu por te magoar…

"I am moody, messy
I get restless, and it's senseless
How you never seem to care
"

Ana

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quarta-feira, 30 de junho de 2010 { 19:10 }



Respiro lentamente enquanto pinto de azul o pequeno mar que criei contigo. As noites que nos juntámos em apenas um só para o construir já não têm um número definido, apenas sei que existiram…Um azul mentiroso de água que, em teoria, seria transparente, percorre a minha tela, com medo de se tornar quase invisível ao teu olhar e de quem mais o ama…Quero-lhe dizer que existis-te, que criámos algo juntos, que ambos pintámos aquele mar de lágrimas que há muito se tenta esconder, mas a coragem escapa-me entre os dedos como aquela água salgada que ambos derramámos por sermos fracos, por sermos, de facto, humanos e não o querermos admitir, assustados de nos revelarmos um ao outro; de deixar escapar todos os nossos defeitos como anteriormente fizemos…Penso que nunca existirá um ponto final para nós…

"Why do you do this to me?"

Ana

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segunda-feira, 21 de junho de 2010 { 19:59 }



Não te tenho escrito, mas já o deveria ter feito…não que as coisas por aqui tenham mudado, muito pelo contrário, estão exactamente na mesma. E agora perguntas: “Não é bom? Não era o que, verdadeiramente, querias? Um pouco de calma e estabilidade?”. O problema é que, estando as coisas iguais, isso não implica sossego, mas sim mais uma maré de problemas que se vão intercalando com alguns breves momentos em que penso que, finalmente, tudo aquilo que temi terminou. Não é a verdade…

Uma maneira fácil de entenderes o que tenho passado é se imaginares um tsunami. Estranho, não é? Quinze anos que podem ser resumidos numa das mais temíveis catástrofes naturais…

Aparentemente tudo está bem, correcto? Tudo está calmo, perfeito mesmo…a praia sem ninguém, o sol a brilhar, os pássaros piam alegremente nas palmeiras que nos fazem sombra, …até que o mar começa a recuar lentamente e, apesar de tudo aquilo nos parecer estranho, fora do vulgar, continuamos vidrados na linda paisagem, naquele momento que queremos que dure para toda a eternidade, naquela perfeição quase surreal…e é então que vem aquela onda de tamanho monstruoso que limpa e varre tudo o que nos era querido…todas aquelas memórias que desejávamos manter são simplesmente apagadas por aqueles segundos de destruição, sendo substituídas por aquela imagem que ficará para sempre arquivada na nossa mente e, por muita perfeição que apareça, será sempre enevoada por aquela imagem passada…

Penso que é isso que me está a acontecer…o problema é que o tsunami, não é UMA memória, mas sim memórias de tempos que não quero recordar …que não deveria recordar…que não posso recordar…tempos que nunca mais irão regressar por muito que o deseje…tempos que ninguém me os permitirá reviver porque não foram tão felizes como estão retratados na minha cabeça…e, para além disso, eu própria, no meu subconsciente, não quero regressar a esse tempo porque, muito sinceramente, posso ser muito mais feliz no presente e no futuro, do que no passado que quer interferir no meu agora, no NOSSO agora…

"The sky

Got bitter twisted

Just like you and me

I miss it" - The Matrix



Ana

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sexta-feira, 11 de junho de 2010 { 19:02 }



Às vezes penso que nunca te deveria ter conhecido…

Sinto o teu cheiro em cada centímetro da minha pele, ridículo, não é? Passado um ano de estarmos junto pela última vez, ainda está na minha memória aquele aroma que te distingue de tudo e todos…aquele aroma que é só teu…mas é a mais pura das verdades…é como que se estivesses ao meu lado, todos os dias, a contar aquelas piadas, a rir-te sem motivo aparente, e eu não te posso tocar…não te posso sentir nem falar - MALDITO ORGULHO!

Não posso partilhar contigo o meu dia nem as minhas experiências porque esse lugar já está ocupado…na minha pequena cadeira de princesa ao lado da tua, está sentada outro alguém que não eu, e depois?
Não a posso arrancar de lá como se ela fosse uma mera boneca que, quando estamos fartos, atiramos para dentro de um armário…apenas posso esperar que ela saia de livre vontade ou por ordem tua e, quando isso acontecer, não vou desperdiçar a oportunidade como já fiz uma vez…vou pôr o meu melhor vestido, calçar os meus mais altos saltos, colocar a mais brilhante das coroas, ocupar a minha cadeira, o meu lugar desde sempre destinado, segurar a tua mão entre as minhas, sentir o teu calor e o teu cheiro não ilusório e finalmente dizer: “Estou em casa”.

Por pensar assim, por sonhar tão alto, penso que sim - que nunca deverias ter aparecido na minha vida…


"If I tell you, will you listen, will you stay?" - Within Temptation


Ana

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segunda-feira, 7 de junho de 2010 { 15:15 }



Foi um amanhã que chegou mais cedo. Foi um ontem que se atrasou. Quem sabe? Quem sabe se tudo tivesse sido diferente…será que estarias como estás? Dependente de algo mundano e idiota?

E eu...Estaria onde estou? Longe de ti, sem capacidade alguma de te alcançar, quer em pessoa quer em pensamento? Incapaz de te segurar a mão ou mesmo usar a minha contra a tua cara para te fazer ver a realidade? Sei que não é “cor-de-rosa”, mas pode ser próximo disso…podes construí-la do nada, de cinza, sei que podes e que consegues…sozinho, com a nossa ajuda, quem sabe?

Já te disse que estava aqui, para o bom e para o mau, para o claro e para o escuro, para os risos e para as lágrimas…basta um “olá” que sabes que sou a primeira a chegar junto de ti, sou a primeira a dar um passo em frente na tua direcção, sou a primeira a agir porque, por este andar, as coisas não vão terminar como há quase um ano planeie, sentada naquele muro junto das escadas a rir-me enquanto me atiravas fragmentos de folhas, enquanto me fazias lentamente esquecer, sem me aperceber, de que nem tudo era assim tão perfeito como aqueles momentos, que havia um mundo para além daquelas grades…o mundo para o qual nunca quis voltar em primeiro lugar…quero voltar a sentir-me assim, ao teu lado, sem nenhuma preocupação, sem nenhum discurso previamente planeado, quero voltar a ser EU...aquele eu que me roubaram, que me arrancaram de mim como que se nada fosse...

Odeio sentir-me assim - impotente. Odeio ainda mais sabendo que é a ti, de todas as pessoas deste planeta, que não consigo ajudar. Odeio porque sei as respostas a todas as perguntas de cima. Sim! Se não tivesse dito aquele maldito sim e não tivesse desperdiçado três meses da minha vida patética a agradar alguém, a esforçar-me por alguém, abdicando de tudo o que tinha, nada disto estaria assim. Eu seria feliz porque tu, de todo o mundo, estavas feliz...estavas a sorrir como sorrias há um ano atrás, estavas a fazer piadas como anteriormente fizes-te, mas tudo mudou...como sempre...tudo mudou porque alguém errou e, neste caso, fui eu...errei porque nunca deveria ter trocado um prazer momentâneo e adolescente por algo tão importante como tu porque, como já te disse, não me és indiferente, nunca foste nem nunca serás, e tu sabes disso...és das poucas pessoas em que eu confio de tudo porque sei que me percebes, pois as minhas palavras e os meus pensamentos encaixam nos teus na perfeição que só nós os dois conseguimos criar...

Vou-te ajudar, custe o custar, faça o que faça, trepe o que trepe, nade o que tiver de nadar, tu vais ficar bem, garanto-te!

"But somewhere we went wrong
We were once so strong
" - Demi Lovato

Ana

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terça-feira, 20 de abril de 2010 { 19:52 }



Os meus pés movem-se como penas ao longo da pequena estrada que me leva mais para dentro da floresta do que alguma vez pensei em estar durante todo o percurso. Pensava que estava próxima da periferia finalmente, e que todos os meus esforços para sair daqui tinham compensado, mas não…foi apenas uma miragem de muitas que já tive e que, certamente, irei ter.

Tenho cinco caminhos para escolher, mas qual poderei seguir? Neste momento apenas estou certa de algo - que um deles não posso nem sequer pôr os pés com risco de me afundar e de me perder ainda mais. Agora os outros…terei de pensar melhor.

Existe um outro caminho para além do anterior, um tão apetecível e tão fácil que me faz querer caminhar sobre ele…é uma tentação constante que me empurra naquela direcção mas sei que, por enquanto, é melhor me afastar. Parece uma cilada que me estão a preparar, como se fosse um inocente coelho e me colocassem uma cenoura dentro de uma caixa para me apanhar. Mas eu não sou um coelho! Posso parecer ingénua como um, mas os meus olhos estão e estarão sempre abertos.

Outros dois são ilusões que gostaria que fossem reais - não que sejam impossíveis - mas que exigiriam demasiado esforço inútil da minha parte para os ultrapassar e, no final, iria descobrir que teria sido tudo em vão, talvez...ninguém sabe o que o futuro nos reserva...

O último, bem…o último é aquele que eu tenho negado atravessar durante um ano. Um ano inteiro, sim, 365 dias e por aí em diante. Não por ter obstáculos (que agora são bastantes, pelo menos, os que ainda vejo), mas por ter medo. Tenho medo do que se encontra do outro lado da curva onde a minha visão não consegue alcançar - tanto pode ser uma paisagem deslumbrante, como um buraco onde caiu consciente e voluntariamente como já o fiz.

Acho que vou tirar para fora a tenda que isto pode levar algum tempo.


Ana

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Accomplishments and disappointments of 2009 [A-Z]:
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 { 14:20 }



o A = Amor
Penso que este ano foi O ano. Foi aquele espaço de tempo que mais valeu a pena em toda a minha vida pois foi em 2009 que descobri o significado de um dos mais complexos conceitos da natureza humana.


o B = Berlengas
Um sítio único que tive a oportunidade de ir. Enfrentando a ondulação forte desse dia, conseguimos chegar ao nosso destino sem muitos problemas. Pessoalmente, arrependi-me de não tomar um comprimido para o enjoo, mas, se o tivesse tomado, nunca teria a maravilhosa experiência de aventura e adrenalina que tive nessa tarde.


o C = Cirurigiã

Foi neste ano de 2009 que finalmente decidi a minha vocação. Apesar de ter um medo horrível de agulhas, mentalizei-me que o meu projecto é salvar a vida de quem puder, como puder. Sei que vai ser uma luta constante mas espero que, quando voltar a ler isto, me ria das dificuldades que ultrapassei para chegar onde estarei no futuro. Aqui também posso mencionar o que me abriu os olhos e me fez começar a investigar sobre a profissão que a série trata: Anatomia de Grey. Foi esta série que me fez acordar para a realidade e pensar no futuro, pode parecer ridículo, mas agradeço ao pequeno mundo imaginário da Meredith Grey e de todos os outros.


o D = Dois Mil e Doze
Um dos filmes mais impressionantes de 2009. Talvez não tenha sido o filme em si que me marcou, mas sim a tarde que se passou a vê-lo. Penso que foi nesse dia que me apercebi da existência do ponto abaixo deste.


o E = Extraordinário
Este ano decidi por um sorriso na cara, enfrentar o Mundo e expandir os meus horizontes, em vez de me esconder atrás de um livro ou de alguém. Todo o esforço compensou porque este ano descobri as pessoas mais extraordinárias da minha vida. Todas diferentes de mim e, verdade seja dita, pessoas com as quais nunca me tinha imaginado estar. Quer as que estejam a uma hora de distância quer as que vivem mesmo aqui ao lado - ambas me marcaram e me vão continuar a marcar ao longo dos próximos anos.


o F = Férias
Penso que, até este ano, não tinha percebido o verdadeiro significado de Férias de Verão. No passado eram apenas um conjunto de dias inúteis que ficava fechada dentro do meu pequeno castelo a olhar para as horas e os dias passarem à minha frente dolorosamente. Hoje é diferente…desde o mês que passei nas Caldas da Rainha até ao seguinte que vivi num sítio remoto, foram perfeitos.


o G = Gato
O meu pequeno amorzinho, o meu príncipe encantado, o melhor ouvinte e o melhor amigo que alguém pode ter: o MEU Salem. Apesar de me acordar todos os dias com lambidelas, apesar de me estragar acessórios, e apesar de outros factores, amo-o incondicionalmente.


o H = Harry Potter
Desde pequena que sempre vi os filmes e podem ser considerados uma marca da minha infância mas, este ano, decidi dar mais um paço e começar a ler os livros não em português (pois já tinha experimentado), mas na língua que, para mim, é o dialecto mais melodioso do universo - inglês. A partir daí foi só comprar um livro atrás do outro e, lentamente, ir-me indo envolver na magia da saga.


o I = Igreja

Não sei porquê, mas este ano senti o que nunca pensei sentir em toda a minha vida. Senti que pertencia num espaço e num grupo de pessoas ao entrar lentamente por aquelas portas. Aquela hora que vou semanalmente tem contribuído tanto para todas as minhas decisões que é mesmo muito complicado por tudo aquilo que sinto em palavras. É como num desenho animado em que todos os meus problemas se evaporam por aqueles 60 minutos e eu posso pensar, de cabeça vazia, em tudo o que me rodeia. Posso tomar decisões que pensava impossíveis e sem respostas. Posso tirar o sorriso falso da cara e me mostrar como realmente estou perante d'Ele pois só Ele é que sabe como me sinto. Resumidamente, naquela pequena hora, posso ser eu.


o J = Jamais

Decidi dedicar um ponto do meu dicionário de 2009 a desabafar de tudo o que me aconteceu nesse ano que nunca mais irei repetir. Jamais irei passear à chuva sem chapéu quando a distância é consideravelmente grande, jamais irei ser ingénua, jamais irei escolher um partido quando as pessoas envolventes são ambas minhas amigas, jamais irei guardar dentro de mim palavras que têm de ser ditas, jamais irei chorar por alguém que não mereça, jamais me irei magoar novamente, jamais irei quebrar contacto com amigos, jamais irei deixar que um simples desprezo contribua para a minha miséria, jamais irei gastar mais de 50 euros num par de ténis, jamais irei fazer uma franja, jamais irei julgar alguém pela maneira de vestir. Faltam muitas promessas, mas essas irão ficar guardadas dentro de mim para as puder também tentar cumprir para não voltar a cometer os mesmos erros idiotas e infantis de uma adolescente.


o K = Karma

Um nome comum que usei muitas vezes este ano, regularmente na mesma frase. É um ponto que não consigo muito bem explicar mas, se analisar bem, até faz algum sentido. Se fizemos alguma coisa incorrecta e, no momento, não somos apanhados, num futuro havemos de ser, e é esta pequena palavra que se vai vingar por aquele que magoámos. Impossível? Não sei...o facto é que estes episódios acontecem diariamente sem razão plausível, por isso...watch out for karma.


o L = Lobisomem

Não poderia deixar escapar a oportunidade de fazer uma pequena homenagem ao mundo fantástico da Stephenie Meyer. Porque no L e não no V de vampiro? Muito simples...desde que o segundo livro da saga entrou nas bancas, as adolescentes tiveram de fazer uma decisão que mais tarde no terceiro se viria a sublinhar. Edward ou Jacob? Vampiro ou Lobisomem. Bem...a minha decisão parece óbvia. Foi esta emocionante saga que me completou as férias e os tempos livres, foram estes livros que me fizeram voltar a gostar de estar deitada em cima da cama a perder horas que poderia estar a estudar, a ler; foram estes que reacenderam a minha paixão por escrever e por tudo isto e muito mais, tenho que agradecer à mãe de tudo isto, à sua talentosa criadora.


o M = Mar
Meu novo amor, meu novo sonho, minha musa, minha inspiração. Tão profunda que uma palavra tão pequena pode ser. Um calmante natural não disponível na farmácia, é como o gosto de descrever. Quero viver, morrer e renascer nas suas calmas ondas. Mais simples não poderia ser.


o N = Não

Uma das coisas que os últimos meses deste ano me têm vindo a ensinar é a capacidade de agir, a capacidade de, apesar de estar submetida a condicionantes, conseguir dizer não e escolher o meu próprio caminho, de, de todas as regras me impostas à nascença, conseguir escolher as que quero. É um processo difícil que sei que irá durar até ao final dos meus dias mas, o mais importante é que, desde os meus 15 anos, o tento fazer sempre que possível ou sempre que tenho a coragem de o fazer e isso ninguém me pode negar.


o O = Órbita
Um dos pontos mais delicados que vou mencionar no meu dicionário, talvez mesmo o mais. O ano de 2009 foi cheio de aventuras, desavenças, paixonetas infantis e, bem…chamemos-lhes mudanças de órbita.


o P = Porto
Ficamos quatro horas dentro de um autocarro para ver uma casinha em 30 minutos mas claro que não foi isso que marcou. Irá ficar como marca de 2009 pois foi uma das tardes mais perfeitas deste ano. Já não ia à outra ponta de Portugal há uns anos e posso dizer que foi uma experiência incrível. As luzes de Natal já estavam montadas e, apesar de não as ter visto acesas como desejei desde o inicio, tudo aquilo contribuiu para a magia natural da cidade. Para além disso, passei uma tarde inesquecível com a melhor e mais rebelde turma da ESA.


o Q = Quero
Uma palavra tão pronunciada desde os tempos mais remotos sem verdadeiramente se entender o que quer dizer. Queria por Filosofia neste dicionário, contudo, a primeira letra dessa palavra já estava reservada para um tema mais importante. Por esse motivo decidi incluir essa pequena palavra aqui. Até agora foram quatro meses em contacto com uma das poucas disciplinas que seriamente nos ensina como viver e estou a adorar. Espero que no ano de 2010 continue agarrada e viciada como estou hoje.


o R = Rir

Porque foi um método que comecei a usar este ano - rir para esquecer. Rir é também um dos melhores calmantes naturais que me mudou radicalmente a vida. Para quê chorar se me posso rir de tudo o que me aconteceu e me tornar uma pessoa melhor?


o S = Secundário
Foi neste brilhante ano de 2009 que o ensino secundário me abriu as portas. Até agora tem sido um caminho difícil pois, hoje em dia, quem transita de 3º ciclo para o secundário apanha o maior choque que alguma vez apanhou; mas felizmente já me recompus e estou mais no topo do monte do que nunca.


o T = TMN
Nunca tinha tido a necessidade de possuir dois cartões, porém tudo o que me aconteceu este ano obrigou-me a tomar essa decisão. O Homem ficou tão dependente das novas tecnologias que não conseguiria sobreviver sem elas nem por um dia. Se, um dia, a electricidade faltasse globalmente, ninguém conseguiria sobreviver. Desde as simples luzes que nos iluminam as ruas até aos aparelhos mais complexos para operações cirúrgicas - tudo funciona com electricidade e tecnologia.


o U = Uma série de desgraças

Outro livro que gostaria de prestar homenagem. Páginas de pura tristeza e melancolia que nos fazem aperceber que a nossa vida não é tão depressiva e horrível como sempre pensamos. Deifinitivamente recomendo.


o V = Vegetariana

Uma promessa que aqui fica para me relembrar daqui a alguns anos. Para mim, comer carne é tão doloroso como uma facada nas costas. É como se estivesse a comer a minha própria carne. Ser vegetariana é um sonho, um desejo, mas com a idade que tenho ainda não posso. Quando crescer, puder pensar por mim mesma, tendo mais liberdade e, consequentemente, mais responsabilidade, irei cumprir este desejo de 2009.


o W = Walt Disney
Sempre foi a minha paixão desde criança mas, agora já com 15 anos, esse Mundo continua a completar todos os meus dias. Não sei se é por me fazer sentir uma menina pequena outra vez, ou se é apenas pelas canções que cada vez cativam mais o meu coração, mas este nome irá permanecer para sempre na minha vida.


o X = -


o Y = You
Uma música dos Evanescence que marcou, sem discussão possível, este ano. A letra tão simples mas com um significado tão grande. Ao principio liguei-me à musica pela sensação relaxante que me trazia, depois, com o passar do tempo e com o decorrer de algumas situações, a melodia tornou-se cada vez mais perfeita, encaixando quase na perfeição no meu dia-a-dia.


o Z = Zoom

Aprendi este ano a ir até à raiz das questões, a fazer zoom com a minha câmara imaginária e descobrir tudo o que há a descobrir antes de tomar qualquer tipo de decisão. Aprendi a pensar e a não julgar, aprendi a viver.






Basicamente…um ano cheio de realizações e desilusões, quedas e mãos amigas, exultações e melancolia. Valeram todas a pena? Claro que sim. Se pudesse voltar atrás? Fazia tudo de novo pois foram estes pequenos pontos e mais alguns que me fizeram quem sou e me tornaram melhor e mais próxima da inexistente e tão apetecível perfeição.




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terça-feira, 1 de dezembro de 2009 { 19:15 }




Se te dissesse que ainda te amava o que pensarias? Se te dissesse que ainda não te consegui esquecer apesar de todos os teus esforços inúteis, conseguirias perceber? Perceber que não há nada que possas fazer, dizer, escrever, pensar, que me faça mudar de ideias? Perceber que és único, que marcas-te, e que nunca me irei esquecer da tua presença? Que és especial, uma droga, um sonho, um planeta no qual eu quero fazer parte?

Já te disse que hoje sonhei contigo? Que todo aquele ambiente era tão natural e óbvio que sempre pensei que fosse a realidade? Que senti os teus lábios tocar nos meus enquanto estava num mundo de ilusões e fantasias? Que chorei ao acordar quando percebi que tudo aquilo não era real? Que a partir de hoje odeio sonhos? Que penso que estou a ficar maluca? Que acho que as pessoas malucas têm que começar por algum lado e que o meu ponto de partida és tu?

Já te contei que o que está a acontecer neste momento, eu não acredito? Que a distância, as palavras (ou a falta delas) magoam? Que me sinto cada dia mais vazia?

Já te disse que te amava?


"Not loving you is harder than you know" Escape the Fate - Harder Than you Know
xx-Ana

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