terça-feira, 24 de abril de 2012 { 12:42 }

Por vezes irrito-me com a minha própria ingenuidade. Deveria ser mais estrita e implacável com o que me fazem: a vingança por vezes é tão boa…mas não! Lá tenho de sorrir, dizer que está tudo bem e esquecer tudo numa noite de sono. No dia seguinte é agir como se nada fosse…olha, fartei! Trataste-me como lixo no inicio, eu perdoei e, verdade seja dita, engoli muita coisa porque te queria ver bem. Dei conselhos e abdiquei de tempo que poderia estar com o meu namorado a dar atenção às tuas lamúrias e complicações da vida das quais já nem quero saber! Prefiro ter poucos amigos do que “amigos” como tu. Vira casacas que fala mal de uns nas costas e depois vai a correr para os braços deles porque já não tem mais ninguém a quem recorrer (e depois parecem muito amiguinhos…). Não te perdoou pelo que me fizeste nem pela maneira como o trataste! Magoaste-me demasiadas vezes para voltares a ter mais uma das milésimas oportunidades que já te dei. Já tenho o teu caderno pronto a ser devolvido com a minha página em branco porque, honestamente, prefiro não escrever nada do que encher todas as 180 páginas com as verdades que ninguém tem a coragem de te as dizer. Manos uma ova!
Ana
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segunda-feira, 13 de junho de 2011 { 17:43 }
Naquele quarto soturno muito reflecti sobre o curto prazo de validade da minha felicidade. Contava o tempo pelos dedos e riscava no calendário os dias que passavam tal velozmente. Não sei o porquê, mas decidi acender a vela que sempre temi pela luz que sabia que iria emanar da sua chama. “Vai acordar as quimeras que só há noite tenho de enfrentar”, pensei. Mas naquele dia foi diferente…depois de me adaptar à claridade não vi monstros nem fantasmas, não vi criaturas nem sonhos destroçados, vi-te.
Ana
Etiquetas: desabafo
segunda-feira, 23 de maio de 2011 { 18:30 }
"If it's not like the movies, thats how it should be, yeah"
E lá estou eu, mais um dia, mais uma aula. Confesso, de todas as quimeras que ainda têm a coragem de se manifestar no meu pensamento, perceber-te encontra-se no pódio. Sempre pensei que, sendo a nossa mente quase réplica irrepreensível, seria mais fácil entender o que se tem passado; pelo contrário, acho que apenas me tem posto estorvos que me nublam mais a lógica. Se nem conheço as minhas próprias reacções, quanto mais de alguém exterior ao meu alcance humano, tão limitado? Três longas semanas se deparam à minha frente, sabendo que nada disto vai mudar. Mesmo assim, as perguntas continuarão na ponta da língua sem coragem de serem proferidas e a ilusão continuará viva até ao último pôr-do-sol.
Ana
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sexta-feira, 13 de maio de 2011 { 19:57 }
"So I throw up my fists, throw a punch in the air and accept the truth that sometimes life isn't fair"
Deveria estar miserável. Há um ano, a minha mais provável reacção seria aninhar-me a um canto e chorar até não aguentar mais. A diferença é que algo me deu uma justa estalada interna e me acordou de um perpétuo pesadelo que a cada dia penetrava mais profundamente. Deixei de lamentar por causas perdidas e por ninguéns bi-polares. No agora eu (e somente eu), ocupo o centro do pensamento e desempenho o papel de protagonista. Hoje, e para o resto deste ano, apenas eu pisarei o sacro chão do palco até próxima nota a considerar. A única coisa que poderão fazer é sentar e rezar para que o seguinte acto tenha personagens mais ingénuas que ainda tenham a coragem de sonhar com um impossível “final feliz” nesta fatalidade e assombro que é viver.
Ana
Etiquetas: desabafo, diário
sábado, 30 de abril de 2011 { 11:20 }
I hate to be right sometimes...
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sexta-feira, 29 de abril de 2011 { 19:10 }
"Because none of it was ever worth the risk (Well you are the only exception)"
Hoje vamos todos ver o Scream4 e, apesar da felicidade que preenche cada um dos meus poros, tenho em mente que, talvez, nem tudo corra bem... Começou uma vez, não quer dizer que comece novamente.
Ana
Etiquetas: desabafo, diário
quinta-feira, 28 de abril de 2011 { 16:55 }
Voltei onde estava. Dois anos depois e encontro-me exactamente no mesmo local. Sei o que tenho que fazer, mas a cobardia continua lá marcada como uma cicatriz que me dilaceraram à nascença, agora (talvez) mais profunda. Honestamente, acho que a linha da “cobardia” já foi ultrapassada há muito tempo…posso afirmar que me encontro no patamar da eterna tolice. Se conheço a resposta, porquê continuar a interrogar-me?! Os dias passam, o fim aproxima-se, e eu permanecerei num dejá vu de impasse que lamenta não ter desenlace…
Ana
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sábado, 23 de abril de 2011 { 21:48 }

Pensei em mil e um princípios para o último mês que se acerca (tão vagarosamente que consegue torturar o meu espírito já inquieto por natureza). Todos os diferentes cenários e desenlaces têm assombrado os meus sonhos, de tal maneira que já receio fechar os olhos no cair do crepúsculo. Fartos estão os meus olhos de acordarem molhados e cansada está a minha mente em matutar sobre um assunto tão superficial e ridículo quanto este. Por um lado quero dizer sim, dar o passo em frente e esperar pelo melhor. Por outro temo (se temo!), que a pequena faísca de esperança, que tem conseguido lutar, se apague de vez. Já o escrevi com tinta nas páginas do meu caderno mais confidente que, depois disto, mais nada tento. Sei que é um bocado brusco mas, se nada resultar, sei o meu futuro estado. Penso que, posteriormente, não serei estúpida o suficiente para o repetir. Passei por muito e sei que posso ter perdido parte da minha sanidade, mas de uma coisa estou certa: algo em mim ainda me consegue dar corda para me levantar todos os dias com um sorriso esboçado na face, pronta para aguentar mais um dia de pura agonia. Mas, neste momento, a única coisa que me ecoa na cabeça (fútil, digo já), é: “começo com um “olá” ou com um profundo silêncio, esperando ouvi-lo proferido pelos teus lábios?”. Ah! Como odeio os meus pensamentos ultimamente…
Ana
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quarta-feira, 20 de abril de 2011 { 12:46 }
“I’m empty and I’m cold, and my heart’s about to break…come and find me” - Winnie the Pooh
Estava feliz, sabes? A minha secretária abarrotava de trabalhos para fazer, de matéria para estudar mas, naquelas horas fora desta prisão onde agora me encontro enclausurada, nada disso me passava pela mente. Apesar de derramar lágrimas nas tuas costas, de suspirar “não consigo” quase todos os segundos, era compensada sabendo que te podia (ao menos) ver ao longe. Anteriormente desejava que todos os dias fossem como aquela visita à praia. Agora… agora apenas quero um reflexo do teu sorriso num vidro de montra! Quando o meu dia se resume a ler os Maias e estudar química também não é difícil perceber o porquê de tanto anseio…
Ana
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segunda-feira, 18 de abril de 2011 { 21:03 }
If only it was just that simple...
Ana
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sexta-feira, 15 de abril de 2011 { 13:05 }
Custa admitir, mas vivo num mundo que quase ninguém conhece e muitos temem sequer ouvir falar. É um mundo de tabu em que a personagem principal nunca vê a cortina do palco fechar perante os seus olhos. Tudo é teatro, nada é real - simples. São marionetas de madeira com coração de gelo, memórias enevoadas e sentimentos quiméricos. Todos eles sonham a cor-de-rosa mas vivem a preto e branco, com medo do que existirá para além do guião que cortam no braço todos os dias. Sim, eu olho em meu redor e é isto que me é apresentado. Ambições perdidas, planos desfeitos…tudo isto baseado no terror interior de alguém que teme até respirar fora do compasso desta cena turbulenta. Sim, welcome to my life...
Ana
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sexta-feira, 8 de abril de 2011 { 20:21 }
"I sense there's something in the wind. That feels like tragedy's at hand. And though I'd like to stand by him. Can't shake this feeling that I have. The worst is just around the bend. And does he notice my feelings for him? And will he see how much he means to me? I think it's not to be. What will become of my dear friend? Where will his actions lead us then? Although I'd like to join the crowd In their enthusiastic cloud. Try as I may, it doesn't last. And will we ever end up together? no, I think not, it's never to become. For I am not the one."
Ana
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quarta-feira, 30 de março de 2011 { 21:38 }
Deveria estar aos saltos neste preciso momento. Aliás, não deveria pensar noutro assunto senão o dia de amanhã - mas não é esse o caso. Não sei se a culpa é do dia, da hora, do meu irritante regular estado “aluado” e, como o P. diz, o facto de “estar noutra”, honestamente não sei. A única coisa que tenho na cabeça enquanto escrevo é que hoje foi a última tarde que te pude acompanhar, hoje foi o último dia que pude estar a rir das tuas piadas, a meter-me contigo, em que te pude dar todo o meu tempo…a minha mente vai estar todos estes dias, infelizmente, a fazer contagem decrescente para as férias acabarem, apesar do meu lado consciente (agora mais anestesiado que nunca), gritar que precisa de descansar e de recobro. Mas quem consegue recuperar de algo quando a cura não está disponível? Vou andar tão insuportável...
Ana
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{ 14:27 }
That awkward moment when you really want to talk to somebody about something but you’re too nervous to (via tumblr)
Ana
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terça-feira, 29 de março de 2011 { 21:48 }
Até eu própria me enojo com a overdose de felicidade que me injectam directamente no sistema estes dias!
Ana
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segunda-feira, 28 de março de 2011 { 20:05 }
Etiquetas: desabafo, scrap
{ 19:51 }
I know you can see now when you look at me, Everything - The Veronicas
Sinto que estou a ler um livro em branco, ou, talvez, numa linguagem tão enigmática e secreta que o meu cérebro se recusa a aceitar a sua existência. Estou atenta ao sinais, tento ler os reflexos, as mudanças, o silêncio e as gargalhadas, mas todo este esforço apenas me leva onde estou agora - no início de algo que rejeita um começo. Sei que este caminho me leva ao nada, ao fundo e ao vazio, mas desde quando é que eu recusei um desafio, por muito impossível que este seja? Tenho mãos para me agarrar, tenho ombros para chorar e ouvidos para ouvirem os meus lamentos e prantos, porque não? Ando paço a paço, dia a dia, esperando encontrar uma resposta escrita tão evidente e claramente, sem que haja uma mera dúvida, e aí, só aí, vais saber a verdade. Só nesse instante vais saber tudo o que tem hibernado na minha cabeça durante todo este tempo e que, agora, sem motivos que eu possa alcançar, despertou, como por magia, para ficar a atormentar mais uns anos a minha existência.
Ana
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sexta-feira, 25 de março de 2011 { 16:10 }
Ainda guardo no meu cofre todos os “sim’s” que me foram obrigados a aceitar, os sorrisos que rasgaste sem mim, as mentiras e omissões que tive de engolir…são sombras demasiado escuras para desvanecerem no raiar do novo dia, e são marcas demasiado fundas para desaparecerem sem cicatriz. Desse meu cofre, nada irá sair mas também, nada mais irá entrar. Repousa meu coração, tudo irá ficar bem.
Ana
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{ 15:50 }
Come sweet Monday, and rescue me from all of this torture...
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quarta-feira, 23 de março de 2011 { 20:21 }
If it's meant to be, then it will be; if not...
...then it's over
Ana
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