domingo, 9 de janeiro de 2011 { 17:49 }
Às vezes pareço fria só para tu me poderes abraçar
Não há algo que mais deseje do que os teus braços à minha volta, do que a tua voz junto ao meu ouvido, do que os teus lábios próximos dos meus e os teus olhos na minha mira. Em poucos dias aconteceu mais do que deveria: corações partidos, feridas abertas, lágrimas derramadas, mas ainda estamos aqui, pés firmes, a contar a nossa história. Estou a tentar, já não o podes negar. Estou a dar o tudo por tudo para que a gota pendente na pena de quem nos escreve não marque o derradeiro ponto final. Cozi os pedaços de carne separados, colei todas as peças e sequei toda a água de dentro de mim para conseguir novamente alegrar-me, negando a todos o que verdadeiramente aconteceu. Sim, preciso de auxílio da tua parte. Necessito de uma promessa tua: que nada do que se sucedeu algum dia se repetirá pois, garanto-te, não irei perdoá-lo tão facilmente ou de todo. A brisa do esquecimento varreu a minha mente até ao dia em que as memórias ganhem motivo para reaparecerem como pela magia da dor que apenas tu me consegues provocar. Nada disto é um ultimato, um final aviso ou algo aparecido, apenas um desabafo de uma adolescente cheia de medo de perder o teu calor que tanto louva e preza como se da sua vida se tratasse.
Ana
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