…será que a distância interfere, de todo, numa ligação entre dois indivíduos?
Tenho andado estes 12 meses a pensar e, talvez, a enganar-me, que a culpa de tudo o que aconteceu (ou não aconteceu), foi devido ao número de quilómetros que se iriam opor entre nós. Agora sei que estava errada…hoje sei que, a responsabilidade disto que estamos a viver e que vivemos durante todo este tempo, não assenta nos ombros de construções humanas que fizeram as nossas cidades tão distantes uma da outra, mas sim nos nossos ombros, nas nossas consciências, agora pesadas, de pensarmos “porquê?”…porque é que não fiz isto? Porque é que não me deixei levar por algo tão verdadeiro? Porque é que fugi de algo que, apesar de me dar um receio momentâneo, seria muito para além do perfeito?
Penso que as respostas a isto tudo resumem-se a uma só: porque tive medo…tive medo do que poderia vir a seguir...das mudanças, dos olhares, dos momentos…tinha medo que tudo aquilo deixa-se de ter tanto sentido como naquele instante…agora vejo o quão patética fui…agora percebo onde estou e onde poderia estar - não que me arrependa ou odeie o “agora” porque, de facto, não poderia estar melhor.
E, assim, agi…apaguei tudo o que me ligava a ti…as imagens, as mensagens, os momentos…tudo foi apagado porque, como estava, nunca conseguiria ser feliz…porque, estando tu sempre presente na minha mente, sentir-me-ia culpada…
Admito que, anteriormente, não me sentia dessa forma, mas agora é diferente…agora sei que é um “para sempre” que nunca poderia ter contigo…agora é um “happily ever after” em que a tua cara, o teu sorriso e a tua voz não farão parte…descobri, finalmente, que consigo respirar sem a tua mão na minha, que consigo pensar sem a tua ajuda…descobri que consigo viver sem ti!
Ana