Apesar de andar constantemente saltitante
Como o nosso pinto, ou qualquer pássaro
Garanto-te que não há nenhum
Não há nenhuma tão marcante
Não há nenhuma que me faça atingir o píncaro
Como tu, Isa, só há uma e apenas um.
(Isto deve ser dos pedidos de desculpa mais idiotas e humilhantes que fiz para alguém, mas aqui vai).
Apesar de saber que não tenho toda a culpa, sei que uma parte dela me pertence e peço-te mais uma vez desculpa por, às vezes, quando precisas, não estar a teu lado e não te ouvir. Nestes últimos meses tenho sido uma coisa que nem se pode chamar de amiga, nem provavelmente existe palavras no dicionário para me descrever. Tenho sido injusta, tenho estado ausente, e pior que isso, não te tenho falado nem ajudado, mesmo sem tu necessitares, porque é isso que uma amiga minimamente decente faz, certo? Por isso aqui está: o meu ridículo pedido de desculpas, esperando que aceites.
Não te digo pessoalmente, pois já é um caso perdido e, quero que saibas que, quando digo que estou farta, nunca leves as minhas palavras à letra porque, apesar de saber até escrever decentemente, não sou muito boa a usa-las num diálogo normal.