Liberdade. Controlo. Espaço. Claustrofobia. Como diz o anúncio da zon: "há uma linha que separa (…)". Infelizmente, essa linha tem-se tornado mais ténue e invisível à medida que o tempo passa entre nós. Quero já esclarecer, antes de as minhas palavras serem mal interpretadas, que não me estou propriamente a queixar de tudo isto. Nada disso. Essa linha poderá, até, mitigar ao infinitamente pequeno que não me importo, desde que, claro, nenhum de nós passe para o outro lado que a linha outrora separou. Já me conheces há tempo suficiente para saber que eu repugno estar acorrentada. A minha mente precisa de espaço para pensar e os meus pulmões ar para respirar. Gosto de ser eu a mandar em mim mesma e acarretar com as consequências dos meus actos apesar de, às vezes, ter a o desejo proibido de dizer “a culpa é tua”. Mas sim, não te preocupes, também sei ouvir. Escutar o que tu pensas, as tuas críticas e opiniões, têm muito peso no que faço estes dias, apesar de não podermos confundir o conceito de “sugerir” fazer algo de “ordenar” fazer algo. Se me forçares a realizar o que quer que seja, penso que já aprendeste isso, eu viro as costas. Como disse, há uma linha que separa a liberdade e o controlo e eu quero deixar bem claro que a sei distinguir muito bem. Sorte para ti, fui bem ensinada. Até ao presente, não tenho muitos episódios que me levem a desabafar algo mais cuidadoso e, por isso, estou-te grata. Agradeço-te desmedidamente por toda a confiança que me tens dado depois de tudo o que aconteceu “a priori” onde tu e eu não éramos um nós. Com estas palavras, que já tinha saudades de as conseguir proferir desta maneira, concluo a minha confissão breve dizendo-te que és aquele com quem eu quero passar o resto dos meus dias e que, contigo, consigo aprender a ser melhor e tenho uma pequena ideia que pensas da mesma maneira que eu. Amo-te muito ♥