sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 { 15:09 }
I got a hole inside and it's ten miles wide
Já não sei o que fazer nem dizer, apenas tenho que aguardar que tudo mude novamente. Já devias saber, depois deste tempo todo ao meu lado, que é complicado expressar-me - por medo, por vergonha, …nunca soube. Em tempos em que as palavras ressonantes na minha mente são fortes demais para a minha boca as pronunciar, tendo em calar-me, fechar-me dentro do meu casulo a que chamo de estudos e deixar o tempo passar. Sei que prometi que nunca mais o faria mas não me tens dado outras alternativas. Existe um limite entre afecto e amizade e penso que, se tiveres um bocado de racionalidade dentro de ti, percebes que existem muitos a passar essa linha para o lado onde apenas eu deveria estar aportada. O problema no meio desta lengalenga de avanços e recuos é que nada disto te importa; tudo o que se tem passado é rotina para ti e não sei quanto tempo mais consigo fazer parte dela. Tentei dizer que me importo mas apenas ouviste as palavras que saíam de mim e não o que te queria transmitir com as lágrimas teimosas a descansarem nos meus olhos enquanto dizia que “estava tudo bem”. Não quero que te chateies com isto tudo mas tens de te habituar a quem sou. Logo do inicio avisei que era complicada, que não estava ainda a 100% e que as coisas iriam correr mal se não entendesses como eu funcionava…sou fraca, sim! Magoou-me com muita facilidade devido a pequenas coisas que fazes ou (não) dizes e tento engoli-las o mais rápido possível porque quero ver tudo bem, mas ultimamente não me tens dado margem para respirar e voltar a enterrar os assuntos. Escrevo aqui com esperança que tu entendas que não tenho a tão necessária coragem para te dizer isto tudo pessoalmente.
Ana
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