quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 { 20:52 }
So maybe it’s true, I can’t live without you
No inicio, a fúria preencheu o espaço da saudade que temi que me dominasse durante estes dias. Cansei-me de esperar. O ar abandona os meus pulmões, arranhando as minhas cordas vocais com tenebrosa fúria: “Diverte-te sem mim que eu irei fazer o mesmo! Vou falar com aqueles que invejas, vou rir de piadas que não sairão da tua boca e vou ser feliz sem te ter a metros de mim!”.
Minutos depois, a raiva evapora-se como álcool da minha mente, as lágrimas correm-me pela face descontroladamente e só consigo soluçar para a nossa foto na minha mesa-de-cabeceira: “não consigo sorrir sem a tua mão a preencher as falhas da minha, sem a tua voz, sem o teu calor. Não consigo viver sem ti…”.
Ana
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