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Bem vindo(a)!

Todos os textos neste blogue são escritos por mim, excepto aqueles que têm o devido crédito. Espero que gostem tanto de os ler como eu de os escrever ♥

It matters if you just don't give up
- Stephen Hawking

"If you are what you should be, you will set your whole world on fire!"
- St. Catherine of Siena ♥

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domingo, 6 de maio de 2012 { 19:18 }




#25 LETTER TO THE PERSON YOU KNOW THAT IS GOING THROUGH THE WORST OF TIMES

Apesar de não parecer, por já quase não falarmos, adorava poder ser aquele ombro onde podes chorar e a voz amiga que te poderá animar. ODEIO esta distância que parece tão minúscula mas que nos separa de uma maneira que não consigo explicar. Tenho tantas saudades tuas, das nossas aventuras, das nossas parvoíces e dos nossos momentos. És e serás sempre a minha melhor amiga e perdoa-me não poder estar tanto contigo como quereria. Tem-te acontecido tanta coisa e irrita-me não estar ao teu lado para te poder mandar piadas ao nível das da joaninha que voa (muito baixas, portanto). Prometo-te, sim, prometo-te que este Verão passo aí pelo menos uma semana que esta saudade está a dar comigo em doida! Love you (L)

Ana

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quarta-feira, 22 de junho de 2011 { 21:57 }



#23 LETTER TO THE LAST PERSON YOU KISSED

“Made a wrong turn. Once or twice. Dug my way out. Blood and fire. Bad decisions. That's alright. Welcome to my silly life. Mistreated. Misplaced, misunderstood. Miss know it, it's all good. It didn't slow me down. Mistaken. Always second guessing. Underestimated. Look I'm still around. Pretty pretty please. Don't you ever ever feel. Like you're less than fucking perfect. Pretty pretty please. If you ever ever feel. Like you're nothing. You're fucking perfect to me. You're so mean. When you talk. About yourself. You're wrong. Change the voices. In your head. Make them like you instead. So complicated. Look how we are making. Filled with so much hatred. Such a tired game. It's enough. I've done all I can think of. I've chased down all my demons. I see you do the same (…) Stringe ourselves. And we do it all the time. Why do we do that? Why do I do that? (…).”
Não é preciso dizer mais nada, pois não?
Ana

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terça-feira, 21 de junho de 2011 { 18:13 }



#22 LETTER TO SOMEONE YOU WANT TO GIVE A SECOND CHANGE TO

Acho que nunca farei carta tão curta até ao fim deste desafio. Já dei muitas oportunidades (talvez demasiadas) a pessoas que não o mereciam. Já tentei ser forte e aguentar coisas que muitos virariam as costas. Admito, dar uma segunda oportunidade a alguém não é para todos (não me querendo vangloriar com tais palavras). Por outro lado, já dei tudo o que tinha a dar. Quem apanhou o pássaro, ainda bem, quem esperava por mais um, paciência, nenhum será estulto o suficiente para pousar novamente em tais mãos ingratas.
Ana

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segunda-feira, 16 de maio de 2011 { 19:52 }



#21 LETTER TO SOMEONE YOU JUDGED BY THEIR FIRST IMPRESSION

Sempre te achei mais um naquele bando de gente que acorda com o objectivo de contar o tempo que falta para dormir ou para a próxima saída. Se pensar bem, a minha capacidade de julgamento não me atraiçoou assim tanto como era de esperar que escrevesse nesta carta. Tu és uma pessoa que abre os olhos na madrugada com o simples propósito de ir dormir horas depois - a diferença é que não és mais um. Como acontece com todo o ser humano, tens defeitos (e deixa-me sublinhar que são bastantes), mas quem não os tem na realidade dos últimos tempos? Este fim-de-semana apercebi-me do quão imperfeito és verdadeiramente, e do quão errado seria da minha parte colocar-te num pedestal. Nunca serás perfeito. Serás sempre aquele menino que me dá sempre desejo de rir a cada palavra proferida e que me magoa a cada frase mal decretada. Serás uma das pessoas que mais me surpreende por conquistares o quase impossível e aquele que mais me irrita a cada erro patético que nunca esperaria vindo da tua parte. Serás sempre tu, com os teus vícios, os teus pecados, os teus sonhos e anseios. Não te conheci da maneira errada, apenas não tinha visto tudo o que se encontrava atrás da máscara.
Ana

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quarta-feira, 20 de abril de 2011 { 15:20 }



#20 LETTER TO THE ONE THAT BROKE YOUR HEART THE HARDEST

De todos os adjectivos presentes no dicionário penso que o de “besta” caracteriza-te perfeitamente. Até há muito pouco tempo considerava-me a culpada do ponto final no“nós” que nunca verdadeiramente existiu. Até há uns meses era eu a má-da-fita em toda a nossa história. Não sei o que mudou, mas os meus olhos abriram-se e consegui, finalmente, ver os supostos erros em que agora te via, já lúcida, como o actor principal. Nunca nenhum disse “basta” ou “corta”…talvez foi esse o motivo que fez arrastar o teu nome durante este ano e meio, deixando uma marca cada vez mais funda. Mas sabes uma coisa? Arranquei-te definitivamente da minha cabeça. Já não choro ao ver fotos passadas nem me escondo da tua cara. Não, deixei-me de ser cobarde. Agora és mais uma página insignificante do meu diário que será consumida pelo doce entorpecimento do tempo.Vais apodrecer na miséria e ignorância de adolescente pseudo-rebelde que és! E eu, perguntas? Nem me vou dar ao esforço de ver tudo isto acontecer porque sei que, eventualmente, irás rastejar aos meus pés, suplicando por um ombro amigo e ajuda que será inútil.
Ana

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segunda-feira, 14 de março de 2011 { 20:28 }



#19 LETTER TO SOMEONE THAT PESTER YOUR MINE - GOOD OR BAD

"Made a wrong turn, once or twice. Dug my way out. Blood and fire. Bad decisions. That's alright. Welcome to my silly life. Mistreated, misplaced, misunderstood. Miss know it, it's all good. It didn't slow me down. Mistaken, always second guessing. Underestimated, look I'm still around (...)"

Queria-te agradecer por todos os dias que me abanaste, que gritaste comigo por erros patéticos que iria cometer, por seres uma verdadeira amiga no meio de tantas rameiras que nos rodeavam. Penso que esta música diz tudo…sempre acreditaste no que existia no meu interior e, graças a ti, hoje consigo ver e melhorar com um sorriso todos os defeitos que anteriormente considerava parte da minha sina. Tenho-te a agradecer a pessoa forte e feliz que sou Irina (e já sei que aumentei mais um bocado o teu ego sempre alto e que por vezes, em gritos mudos, invejo).

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 { 20:14 }



#18 LETTER TO THE PERSON YOU WISH YOU COLD BE

Vou resumir tudo o que tenho a dizer numa curta frase: gostava de ser livre.

Ana

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 { 20:43 }



#17 LETTER TO SOMEONE FROM YOUR CHILDHOOD

Com toda a sinceridade, não há ninguém a quem eu queira redigir esta carta. Todos os que quero recordar já passaram essa fase e aqueles que não interessam, não merecem o seu nome mencionado nem o desperdício do meu tempo em tais absurdos. A única coisa que posso dizer que me possam entender é que lamento. Lamento perdidamente terem desperdiçado os dias mais felizes da vossa misere existência a importunar as vidas dos outros. Agora riu-me. Sim, agora sou eu a apontar o dedo às vossa caras patéticas de aluados porque eu soube aproveitar essas horas enquanto vocês, idiotas, agora rastejam aos pés do relógio, implorando que volte atrás.
Ana

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domingo, 16 de janeiro de 2011 { 16:39 }



#16 LETTER TO SOMEONE THAT'S NOT IN YOUR CITY OR COUNTRY

Fico melancólica quando me apercebo do número relativamente elevado de pessoas a quem esta carta se pode dirigir. Por este motivo, decidi dirigi-la a várias pessoas, uma carta generalizada se assim me permitirem descrevê-la. A quem dirigir cada uma destas palavras vai se saber identificar na perfeição pois desejo ser clara.
R e H, tenho saudades vossas. Tudo o que senti por vocês, em tempos distantes, evaporou-se como o álcool que ingerem dia sim, dia sim, mas nada disso me impede de querer rever-vos.
A e T, sabem que vos adoro e que nunca saem da minha mente por um segundo que seja, meu casal maravilha, meu grupinho fantástico das Caldas.
FCUP, da minha memória nunca serão apagadas todas as vossas caras que enfrentei durante duas das mais maravilhosas semanas da minha vida.
Poderia continuar durante mais umas linhas mas temo que se torne mais longa do que no inicio queria, por isso encerro a minha carta com um ligeiro sentimento de alegria por saber que conheci pessoas tão extraordinárias como vocês, esperando estar com vocês um dia muito próximo deste que vos escrevo.
Ana

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sábado, 8 de janeiro de 2011 { 19:25 }



#15 LETTER TO THE PERSON YOU MISS THE MOST

Nem preciso de dizer o teu nome pois à mínima palavra que escrever aqui o teu sorriso irá acusar-te. Sabes bem, minha irmã adoptiva, que és a pessoa de quem eu tenho mais saudade. Como é possível termos esta ligação apesar da distância, ainda não sei…verdade seja dita, ela existe para ficar. Nunca penses que a corda que nos une algum dia se irá quebrar pois isso seria errado da tua parte. És a minha pessoa. És a Cristina para a minha Meredith. És aquela que sabe ler o que a minha expressão esconde o melhor que sabe. És aquela em quem posso confiar todos os meus segredos e pedir conselhos (por mais absurdos que sejam, sabes que me ajudam pelo menos a saber o que não devo fazer). Sempre me interroguei se aquele episódio no Verão de 2009 decidiu toda a nossa ligação futura. A partir daquele momento passámos a ter mais do que gostos em comum, e isso ajudou a começarmos a falar com mais naturalidade e fluidez. As conversas ao teu lado surgem como por magia pois há sempre algo que tem de ser exposto, nem que seja a força do vento, há sempre qualquer motivo para uma de nós abrir a boca e falar. Conhecemo-nos há tão pouco tempo comparado com os anos em que já vivemos neste mundo mas, mesmo assim, sinto que nos conhecemos desde o ventre materno. Espero que saibas que todos os dias estás no meu pensamento, todos os dias oiço a tua voz na minha cabeça a ajudar-me a agir durante o dia-a-dia. Estás onde não estás e isso ajuda-me a tentar passar mais um dia sem ti ao meu lado a rir-te das minhas idiotices.
Ana

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011 { 21:02 }



#14 LETTER TO SOMEONE YOU'VE DRIFTED AWAY FROM

Riu quando me apercebo que este desafio foi, maioritariamente, feito para ti. A nossa história ainda está muito mal contada. Ainda há fragmentos que não encaixam bem no puzzle que tenho construído desde o dia em que nos conhecemos. Naquele tempo, desejava ler o que ia na tua mente, ler os teus medos, anseios e dúvidas. Enquanto por um lado gritavam que me querias, outros tentavam pôr-me na cabeça que nada do que estávamos a sentir correspondia ao verdadeiro significado de amor. Amor…foi uma palavras sempre cheia de tabus que não podia ser mencionada aquando nos encontrávamos no mesmo espaço. Lamento que uma palavra tão simples não pudesse ser posta à prova por dois indivíduos, tão iguais na sua maneira de ser e de encarar a vida. A única coisa que poderíamos fazer era sorrir enquanto o tempo passava por nós como um mero rio onde se entra lentamente em rápidos e, até termos a força para conseguir sair deles, encontramo-nos encurralados, esperando ter a sorte de saltar fora antes de alcançar a cascata. Eu tive essa fortuna. Contra todos soltei-me dos teus braços que me puxavam para o fundo e, depois de muito tempo, inspirei. Ar preencheu o vazio dos meus pulmões e sarou parcialmente todas as feridas que escarafunchaste sem dó em todo o meu ser. As cicatrizes ainda permanecem inscritas em tudo o que faço e amaldiçoou-te por isso. Mesmo assim, pranto por nos termos afastado tão bruscamente sem qualquer aviso.
Ana

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 { 15:43 }



#13 LETTER TO SOMEONE YOU WISH COULD FORGIVE YOU

Não tenho destinatário para esta carta. Cometo erros, claro, sou humana! Mas, felizmente, sempre estive rodeada de gente que percebe o quão patética posso ser em algumas situações, que estará lá para sempre e que me perdoa independentemente do que diga ou faça pois sabem que, se os magoei de algum modo, terá de ter existido um motivo maior que me obrigou a fazer tal coisa.
Ana

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 { 17:39 }


#12 LETTER TO THE PERSON YOU HATE MOST/CAUSED YOU A LOT OF PAIN

O título da carta diz tudo…odeio a maneira como andas, odeio as tuas piadas, abomino os sms que trocámos em tempos infernais, odeio o teu sorriso que me atormenta o mais tranquilo dia, repugna-me a tua maneira de falar tão igual à minha, faz-me roer as unhas aquela foto tua com os meus óculos - basicamente, consigo maldizer tudo o que em ti todos consideram de perfeito! Pergunto-me todos os dias qual o intuito do nosso encontro. Foi algo tão inesperado como o desenlace de toda esta história. Viraste as costas meses depois: por receio, por ciúme, nunca saberei…a única informação que até hoje passou pela minha vista é que, se ambos tivéssemos tentado, teríamos alcançado algo estável. Mas agora nenhuma desta informação patética me interessa. Sou feliz, sim! Sou feliz sem o teu andar, sem as tuas piadas, sem os teus sms, sem o teu sorriso, sem a tua voz e, principalmente, sou feliz sem ti!
Ana

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 { 20:06 }



#11 LETTER TO A DECEASED PERSON YOU WISH YOU COLD TALK TO

Quando olhei para o título desta carta temi ter episódios para a desenvolver…tendo em conta o que tem vindo a acontecer este ano pensei que, por esta altura, já deveria ter um receptor para tal mensagem melancólica. Felizmente, até agora nada. Nenhum “ele está no hospital” ou “ele apanhou uma overdose, desculpa”, nada! O máximo que posso dizer é que, a cada dia que passa, suspiro de alívio por o teu coração bater durante mais 24 horas do que, ao início, julguei ser possível.
Ana

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010 { 18:20 }


#10 LETTER TO SOMEONE YOU DON'T TALK AS MUCH AS YOU'DE LIKE TO

A realidade embateu na minha face tão violentamente como um furacão que arrasta, sem dó nem piedade, tudo o que se depara na sua frente. Queria ver qual era a próxima carta a fazer e a minha miséria esmoreceu ligeiramente ao deparar-se com esta.

Ontem comecei a pensar em ti, assim, sem aviso. O teu nome saltou para a minha mente que rapidamente ligou-o à tua imagem tão conhecida e guardada a sete chaves durante tanto tempo. “Já estamos em Novembro…” pensei alto, fazendo a R. rir do meu comentário súbito e óbvio (a que ambas também já estamos habituadas). Repeti a pequena frase para dentro e comecei a contar meses. O batimento do meu coração aumentava a cada mês que se deparava no meu calendário mental até que, segundos depois, cheguei a uma conclusão que pensei nunca voltar a aparecer “Já não falamos há quatro meses” - foi a única coisa que consegui dizer com os restos de ar que tinha naquele instante. Bastou dizer isto para ela perceber que estava a falar de ti…lágrimas queriam correr pela minha face, mas sacudia-as num movimento rápido - já não valem a pena tendo em conta que são para ti. Nunca tentámos, eu sei, mas agora sei que nunca o iremos fazer…


Depois de todos os textos que escrevi sobre ti, será preciso dizer mais alguma coisa..?

Ana

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010 { 22:05 }



#9 LETTER TO SOMEONE YOU WISH YOU COULD MEET

Ando há mais de um ano para que me sejas apresentado, ridículo não é? O ano passado até tinha o seu encanto, olhar-te pelo canto do meu olho enquanto te reclinavas, sozinho, no poste junto do CF. Uma das melhores memórias que tenho naquela Secundária foi até, indirectamente, proporcionada por ti. Tenho toda a certeza que odeias que te chame isto e nem sei se tens a noção que te trato desta maneira (o que descreio já que, uns dias após te ter posto este nome, começaste a olhar para mim mais regularmente, perfeito na altura): Pinto! Sim, eu sei que no teu nome não está presente este tão vulgar apelido e, decerto, deves interrogar o motivo pelo qual te trato deste modo - isso vai continuar num sigilo de, agora, turma pois, aparentemente, o nome saltou de boca em boca como uma agradável doença que todos os dias me faz rir ao ouvir alguém referir-se a ti como “o Pinto” e não como o J. O mais esplêndido desta situação é que poucos deles sabem o motivo que me levou a tratar-te desta maneira. Mas admito que ainda te quero conhecer. Não para ser tua amiga porque, com todas as notas mentais que escrevi sobre ti, quero estar a milhas da tua presença - quero-te conhecer apenas porque sim (a típica justificação plausível em todas as situações constrangedoras). Talvez queira ver a tua cara ao seres apresentado à rapariga que se partia a rir na tua cara sem motivo aparente; quero apreciar cada traço da tua cara afectada pelo fumo do vício. Lá no fundo sei que fiz de ti um pequeno clone que posso usar em substituição dos originais, já que te assemelhas tanto àqueles a quem eu anseio ver de mais perto e, por isso, finalizo com um perdoa-me. Até esse dia…

Ana

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domingo, 31 de outubro de 2010 { 14:53 }


#8 LETTER TO YOUR FAVOURITE INTERNET FRIEND

Acho que te posso considerar isto já que apenas falamos pelo msn e/ou por mensagens. Vou ser breve nesta carta porque, honestamente, não sei bem o que te dizer. Éramos grandes amigos até te começares a afastar de mim sem motivo aparente e, numa manhã, olhei para o ecrã do meu telemóvel e não tinha nada teu. Muitos dias assim se sucederam até a tua existência se começar a apagar da minha memória. Mas, há umas semanas, acordo com um “olá” da tua parte. Admito que tive dificuldade em recordar-me de quem eras pois o nome que aparecia por cima do teu agradável e inesperado cumprimento somente me relembrava de teus homónimos apenas em nome. A tua cara apareceu na minha cabeça como por magia e sorri. Alegrei-me porque, como sempre, apareceste na melhor altura. Naquele momento estava a precisar de desabafar e, felizmente, tu também. Esprememos todas a dores e dúvidas absorvidas e tudo ficou bem por instantes, graças a ti. Mais uma vez apareceste vindo da neblina para me agarrares na mão antes que caísse para o fundo do abismo e, por isso, devo-te a minha felicidade actual. Se tu não te tivesses pronunciado, talvez, teria tomado a decisão errada quando estive naquele dilema que apenas tu e mais uns quantos sabem da sua existência. Muito obrigado mesmo J.

Ana

HAPPY HALLOWEEN!

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010 { 21:31 }


#7 LETTER TO YOUR EX-BOYFRIEND / GIRLFRIEND / LOVE / CRUSH

Estava mesmo ansiosa por chegar a esta, acredita. Desde que comecei este desafio que esta carta teve sempre o mesmo destinatário, mas seguiu exactamente a ordem do título. Passaste de paixão, a amor, a tudo e a nada. Agora és aquele traço de caridade para o qual eu sorriu e digo apenas que existes. Perdoei-te, sim, e aceitei a tua amizade, mas nunca foi isso que quis. Quando me dirigiste a palavra semanas depois daquela troca de mensagens monovocabulárias pensei em apenas carregar no fechar da janela…mas, ao contrário de ti, não sou covarde. Sei enfrentar o que aconteceu e não negar os meus actos. Errei por caminhos e arrependi-me porque estava demasiado entranhada em algo tão sufocante e instável como tu. E respondi-te minutos depois…disso, não me arrependo. Tentei acreditar nas tuas palavras de perdão, em todo o arrependimento que com os teus ícones sem emoção me tentavas transmitir, mas não adiantou…apesar de tudo o que passámos, tentei ser simpática e dizer que confiava em tudo o que me dizias, que te perdoava, que poderíamos voltar a falar e que magoar-me nunca foi a tua intenção…engoli a seco as lágrimas que derramei, todos os sacrifícios que fiz por ti (mais por nós) que foram ignorados da tua parte, e aqui estou. Estou diante do meu computador a assumir que apenas me arrependo de, naquela noite, ter dançado contigo ao som das músicas que cantarolámos durante o resto da semana.

A: Olá. Olha, é só para saber se ainda andamos.
R: Não.
A: Ainda bem, também serei muito mais feliz sem ti.
R: Igualmente.

Se magoar-me não era o que querias fazer, ainda me interrogo onde querias chegar com isto tudo...

Ana

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010 { 20:15 }


#6 LETTER TO A STRANGER

Poder-te-ia encontrar na rua, num encontro do grupo do costume, num curso de verão na outra ponta de Portugal, não interessa…continuarias a ser um mero estranho para mim. Já não sei de ti há meses a não ser por intermédio da A. que me tenta animar constantemente com palavras consoladoras que já não mais fazem sentido. Os meus olhos já não se cruzam com os teus há mais de um ano e admito que custa…tira-me o ar olhar para uma foto tua; dói recordar aquelas tardes no parque onde nenhum dos presentes saberia o que esperar a seguir, porque tudo era novo e, naquele primeiro dia, poder-te-ia tratar por desconhecido…eras aquele rapaz que nunca me iria fazer parar na rua para olhar e, honestamente, não sei porquê. Achei-te “mais um" na altura e continuo a não entender o motivo para tal designação. Não eras mais um, eras O. Eras aquele que me punha a rir a cada mensagem, a cada palavra, a cada bater do meu coração, e ainda não compreendo como chegámos a este ponto…as palavras esmoreceram de significado, os sorrisos perderam a verdade e NÓS deixámos de ter lógica. Agora és um estranho que eu conheço tão bem, até melhor que a pessoa que te sussurra todos os dias que te ama. Prometi que não ia escrever mais sobre ti até ter notícias tuas, consegui.


Ana

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sábado, 16 de outubro de 2010 { 21:48 }


#5 LETTER TO YOUR DREAMS

Quero agradecer-vos, antes de mais nada, por existirem e por terem a capacidade inexplicável de limparem a minha mente de todos os arrufos diários. Obrigada por me ajudarem a pensar e reflectir sobre assuntos que, acordada, receio descompor-me. Foram os únicos que, até agora, me têm acompanhado durante toda a minha vida, dando a sua opinião e não julgando a minha: juntam as duas e formam imagens, cenas e discursos onde eu sou uma mera espectadora das vossas capacidades extraordinárias de transformarem desejos, medos e pensamentos em algos tão reais e palpáveis como a realidade em si. Sem vocês não podia acordar de manhã e rir de ter feito algo que nunca conseguiria fazer por aptidão própria ou, por outro lado, se não existissem, muito provavelmente não teria feitos coisas que, hoje em dia, me arrependo (ou não). Nunca vos abandonarei e sei que, em vocês, posso confiar todos os meus segredos e anseios, todas as minhas alegrias e tristezas porque ninguém vai saber o que nós sabemos.

"And still I dreamed she'll come to me
That we will live the years together,
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather"

Ana

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