Estou a andar, cabeça baixa, ao longo de uma rua que parece não ter fim - talvez nunca tenha. É aí que percebo o quão ridícula estou a ser, o quão o ser humano não é perfeito, que toda a pessoa erra e merece ser perdoada…viro-me para trás. Esperava encontrar a tua cara, o teu olhar, o teu sorriso, mas não estás lá…procuro-te no meio da multidão insignificante, procuro-te durante muito tempo, até que uma mão me toca no ombro...mas não foi a tua…"onde é que ele está?", pergunta-me a voz amiga familiar, a voz que eu não queria ouvir…sempre pensei que, até aquele momento, a culpada era eu…era eu que não te estava a conseguir localizar e, provavelmente, estavas ao meu lado…mas não era verdade…tu, de facto, não estavas lá…tu, na realidade, tinhas-me abandonado…
Ana