Carta
domingo, 4 de abril de 2010 { 17:12 }

Pensava que não ia passar, ou que talvez passasse mas lentamente, demasiado lentamente. Pensava que não iria conseguir apagar da memória que dia era e, especialmente, a tua cara, o teu sorriso, o teu olhar…mas consegui. Consegui passar essas 24 horas sem pensar em ti, sem pensar na tua miserável e dispensável existência, sem pensar na tua voz, naqueles dias, naquelas férias…consegui! É mais um passo de muitos que tenho que dar para voltar ao que era antes de te conhecer, antes de te amar…
Conheci alguém, penso que já sabes...deve ter chegado muito cedo aos teus ouvidos tendo em conta uma das primeiras pessoas que contei. A informação também viaja depressa e também soube e, infelizmente, apercebi-me que marcas-te mais do que devias. Conseguis-te quebrar, mesmo sem falarmos há muito tempo, uma ligação que pensava que iria durar para sempre (talvez dure, quem sabe?...). Conseguis-te que me apercebe-se que vocês são iguais…a maneira de falar, as piadas, o sorriso, a ternura e o afecto…são iguais. Como?
Ana
Etiquetas: desabafo, diário