Abre os olhos. Olha à tua volta. Não sentes?
(…)
Abre mais, eu sei que consegues…
(…)
Aquele toque que tudo pode acabar em apenas segundos. Aquele “cheiro” que nos repugna e nos afasta dos desafios e de tudo o que nos tire da nossa bolha de conforto onde tudo é aparentemente perfeito. Ainda não chegas lá?
Passamos toda a nossa vida a preocuparmo-nos com o futuro e a planeá-lo, a tentar prevê-lo…mas do que nos serve se o futuro pode mudar num piscar de olhos?
O futuro em si é a caixa fechada de todos os nossos medos e desejos que, quando finalmente a conseguimos abrir, não é nada do que esperámos. Melhor ou pior, a nossa pequena imaginação nunca chegaria a adivinhar o que estaria lá dentro tão bem escondido dos nossos olhos.
Preocupamo-nos tanto com o futuro que, às vezes, desleixamos o presente de tal maneira que o futuro planeado deixa de existir.
Quando alguma coisa de novo começa, nunca sabemos como irá acabar e, regularmente, tentamos que esta nem chegue a acabar com medo do que está para lá da fita da meta.
Por isso pergunto: já fizeste tudo o que poderias fazer agora? Já disseste: “Preciso de ti”? Já te redimiste exclamando: “Desculpa”; ou perdoas-te quem merece essas palavras? Já disseste: “Amo-te”? E se hoje fosse o teu último dia…terias ainda tempo de o fazer?
E finalizo dizendo: define objectivos, faz planos, mas olha à tua volta.