quarta-feira, 6 de julho de 2011 { 20:34 }

Nunca acreditei muito no destino. Sempre encarei aqueles factos que muita gente assim os denomina como simples acasos da minha vida. Eu tenho uma maneira muito própria de pensar, e tenho plena consciência disso. Honestamente, a minha opinião ainda não mudou. O destino como uma “sucessão inevitável de acontecimentos relacionados a uma possível ordem cósmica” é uma descrição um pouco fantasiosa, não querendo, contudo, criticar os corajosos que ainda têm a ousadia de sonhar tão alto. Penso que me consigo explicar melhor através desta citação de Voltaire: "Deus concedeu-nos o dom de viver; compete-nos a nós viver bem". Não querendo entrar no pormenor das minhas próprias crenças religiosas, eu acredito que não vivemos no enredo de uma peça de teatro. Acredito sim que somos nós os próprios autores da nossa história. Nós, seres humanos, escolhemos se queremos o caminho da direita ou o caminho da esquerda, nada nem ninguém nos impede disso (excepto nós mesmos). Podemos perfeitamente encarar os factos dramáticos da nossa vida como “parte do nosso destino que não podemos virar as costas”…peta! Claro que não podemos mudar o passado para que esse algo não aconteça, mas poderemos (isso sim) não encarar tais momentos como a nossa perpétua punição rotineira (não quereremos ser os próximos Sísifos do século XXI!). Neste momento penso que mais nada terei a dizer sobre tal tema. Depois de tudo o que me tem acontecido, poderia parecer impossível a minha opinião não ter mudado, mas é, de facto, o que se tem sucedido até este instante: o pretérito encontra-se bem enterrado e o futuro é uma página ainda virgem que anseia ser gravada.
Ana