quinta-feira, 21 de julho de 2011 { 14:38 }
"And big girls don't cry..."
Tento esquecer, superar tudo com um sorriso na cara. Tento acordar de manhã e não pensar no assunto, distraindo a minha mente com coisas ridículas. Mas à medida que a luz do sol desaparece do meu quarto, a minha lista de afazeres torna-se cada vez mais diminuta, até estar totalmente vazia. É apenas a partir desse instante que me recordo. Vejo-nos felizes, a rir, a falar, como sempre fizemos. Vejo-nos juntos ou atrás de um monitor a lamentar o dia ou a dar graças por nos termos encontrado, por termos tido a coragem de falar, ou simplesmente pelo outro existir. Consigo ver tão longe, mas ao mesmo tempo tão perto. Interrogo-me dias a fio o porquê disto tudo, porque é só mesmo isso que eu quero saber. Lutamos tanto para no final de tudo apenas termos o vazio e o nada connosco. Sonhamos, planeamos, e para quê? Talvez seja mesmo este o nosso fado: viver eternamente no pretérito mais que imperfeito. O sol volta a nascer, uma nova lista repousa na minha secretária e o mais que posso fazer no meio deste drama todo é segui-la à risca para esquecer… apagar de vez a fantasia que algo na minha história tenha um final feliz.
Ana