segunda-feira, 20 de junho de 2011 { 22:42 }
If stars don't align, if it doesn't stop time, if you can't see the sign, wait for it.
E esperei…não posso dizer que consegui sentar-me numa cadeira a olhar inutilmente. Agi, errei, cresci mais um pouco. Penso que se não tivesse feito tudo o que fiz não era a mesma. Se não tivesse falhado tantas vezes, talvez não estaria aqui a escrever com o único propósito de fazer alguém feliz, de te fazer feliz (quiçá não tinha o dom para sacar de ti aquele sorriso que anseio tanto ver). Sempre soube que algo não estava bem. Digo-te, era como forçar duas peças de puzzles diferentes a encaixarem - inútil, como podes calcular. Esforcei-me, martelei, limei, esculpi com o maior dos cuidados, mas nenhum fruto proveio de tanto suor e lágrimas caídas sem necessidade. Continuei a tentar, uma, duas, três…nada. Sentia o mundo a rodopiar em meu redor apesar de ter consciência de tal ser impossível. Comboios paravam e partiam, deixando e levando vultos desconhecidos que nem me dei ao trabalho de lhes levantar o véu. Honestamente, pensava estar perdida num universo onde todos usavam máscaras e eu, sentada à espera do nada, estava fora de cena. Bem…o depois já conheces, certo? Vi um comboio como todos os outros a deter-se diante de mim. Admito que no inicio, como sempre, ignorei as sombras que desapareciam onde o alcance da minha visão findava. No meio de toda aquela algazarra silenciosa ouvi uma voz que captou a minha atenção, e…e lá estavas tu! Rias-te das minhas piadas idiotas, interessavas-te pelas minhas conversas de croma da física…que mais tenho a dizer? Sinto-me dentro de um daqueles filmes lamechas que me partia a rir do ridículo que achava de tantas pequenas coisas improváveis acontecerem para no final estar gravado a tinta permanente “Happily ever after”. Talvez fiz bem em esperar…
Ana