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sábado, 8 de janeiro de 2011 { 22:21 }


Isto é algo que sempre quis fazer desde que comecei o blogue mas, infelizmente, nunca tive tempo. Não que agora tenha mais dessa preciosa virtude, mas decidi começar o meu pequeno projecto este ano, esperando conseguir repeti-lo pelo menos uma vez por mês. Começo hoje a publicar a minha primeira história onde críticas construtivas são sempre bem vindas!


Chapter one

Senti-me envolvida por uma penumbra assustadora, mas porquê? Li que não iria sentir nada. As instruções, após dias incansáveis de pesquisa, ficaram resumidas a fazê-lo, fechar os olhos e deixar o meu sistema circulatório fazer o resto. Maravilhoso que ele é. Basta algo estar mal com uma porção do meu organismo que tudo o resto começa a falhar graças a ele. Chamava-lhe “Hedwig líquida” antes de as coisas terem chegado a este ponto. Curioso como parte da minha memória ainda se manteve intacta depois de tudo o que aconteceu este ano.

Ainda me recordo do meu fanatismo pela saga do Harry Potter. Fascinava-me o comportamento desses adolescentes presos dentro de um castelo, tão diferentes em tecnologias, mas tão iguais em pensamento. Era óbvio com quem me iria identificar - a personagem mais estudiosa e inteligente de todas, Hermione. A maneira como ela via o mundo, racional e sempre com resposta, levava-me a vaguear pelas leis de Newton e teorias de Darwin, interrogando-me se, algum dia, iria haver um ponto final em toda a ciência.
Os meus olhos tornaram-se menos pesados e, depois de alguns segundos, conseguia ver uma luz. Finalmente, pensei, pronta para a minha memória ser apagada numa brisa e o meu corpo servir de alimento às criaturas esfomeadas da terra.
Ao princípio foi difícil tentar decifrar silhuetas no meio de tanta claridade (já não deveria ter deixado de existir?), mas depois tudo se tornou mais óbvio - o meu suposto último plano tinha fracassado, tal qual como a sua inventora durante toda a sua inútil vida.
Do pouco que conseguia ouvir misturado com um zumbido irritante a entupir a minha audição, distingui alguém a chorar (pelo menos alguém partilha da mesma tristeza de que eu deveria ter morrido). O som das palavras balbuciadas eram-me familiares mas não conseguia ligá-lo a nenhum rosto em concreto naquele momento nem distinguir o que queriam transmitir. Honestamente, também não me estava a esforçar. Começava já a sentir os meus braços, as minhas pernas, a ponta do meu nariz, tudo! Mas porque não tinha resultado? Como é que o meu plano tinha falhado?
Subitamente, o ar deixou de conseguir passar para os meus pulmões como se algo estivesse a entupir a estrada de passagem. Não pensei que acabasse assim, cheia de dor e pânico enquanto o meu corpo lutava para se manter a funcionar contra a vontade da minha mente, mas já era alguma coisa. Pelo menos iria acabar…
Algo deslizou pela minha traqueia acima e conseguia respirar novamente. O meu inconsciente logo reagiu, inalando lufadas de ar para abastecer os glóbulos vermelhos de oxigénio o mais rápido possível. Pestanejei uma, duas, três vezes e, finalmente, consegui visualizar onde estava. O cenário era simples, nada de muito extravagante. Paredes num cinzento claro em que poderia apostar que, outrora, teriam sido brancas, com bonecos de pele amarela, castanha e branca que saltavam de mãos dadas por um parque onde já haviam árvores sem troncos e flores sem pétalas. Apesar de não a conseguir ver, à minha direita estava de certeza uma janela, já que toda a claridade provinha desse lado e, à minha esquerda, após fazer um grande esforço para rodar a cabeça, estava a única pessoa que, por segundos, me deu remorsos de ter agido daquela forma.  
O cabelo dela estava todo emaranhado apesar de continuar a brilhar com o mesmo fulgor que sempre invejei, os olhos dela estavam escarlate como rubis, onde apenas de distinguiam, com alguma dificuldade, dois círculos castanhos no centro. Tive pena dela naquele momento. O que deveria ter sentido quando abriu a porta de casa e procurou a minha figura pelas divisões, encontrando-me então deitada na cama como um cadáver, era um sentimento que nem eu mesma tive contacto. Pensei num discurso primoroso para lhe dizer onde pediria desculpa pelos meus actos mas não lhe iria demonstrar qualquer arrependimento. Provavelmente já teria uma consulta para o psicólogo garantida assim que abrisse a minha boca, contudo não importava. Não era alguém com um curso todo bonito que me iria ajudar a resolver os problemas (ou melhor, o problema) que me levou onde estou.
Esqueci tudo quando a mão dela acarinhou a minha cabeça enquanto sussurrava na sua voz dócil de sempre "Não te preocupes Aurora, vai tudo ficar bem". Sabia que, acontecesse o que acontecesse dali para a frente, não iria demorar muito tempo até o momento em que o meu corpo frio iria descansar nesta cama novamente.

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