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Todos os textos neste blogue são escritos por mim, excepto aqueles que têm o devido crédito. Espero que gostem tanto de os ler como eu de os escrever ♥

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sábado, 11 de setembro de 2010 { 16:14 }


Porto, 7 de Setembro de 2010

Prometi a mim mesma que nunca mais escreveria neste estado…que jamais pegaria numa caneta enquanto as minhas mãos tremem e a minha visão se turva, lentamente, enevoada de raiva e pena da criatura insignificante que sou. Por muito que pense, não consigo chegar ao que as pessoas normais chama de “solução”…para mim não há algo desse género…como disse, apenas os seres humanos normais (aqueles que, por definição, sentem qualquer tipo de emoção), têm o privilégio de usar tal palavra no seu vocabulário. Tenho apenas que me contentar com o facto que isto se continuará a repetir até eu mesma pôr um ponto final a esta história, até ser eu a gritar “basta” e apanhar aquela porcaria de overdose que há muito anseio mas que me amarram e berram para o não fazer…motivos? Repetem os meus argumentos tantas vezes que já não fazem qualquer sentido na minha cabeça. Admito que, anteriormente, me faziam algum sentido mas, depois desta semana, já nenhum deles me parece válido (com excepção de: “és muito nova” - sempre ouvi dizer que a idade não interessa?). Sendo sincera comigo mesma e enfrentando a realidade que está para lá das portas da universidade do Porto, digo que fui tudo o que nunca imaginei poder ser…transformei-me naquilo que sempre odiei, rebaixei e insultei! O problema é que não me arrependo! Amei ser o que fui e continuo a ser! Amei a adrenalina, as palavras, os toques, os beijos, os momentos…amei não ter de pensar no certo nem no errado, apenas aproveitar o dia…será que é isso? Será que o “Clube dos Poetas Mortos” se entranhou tanto dentro de mim que não sinto uma gota de remorso pelo que fiz e disse? Nunca pensei que existisse tal criatura que conseguisse juntar tantas características e personalidade e usá-las como uma minhoca, melhor, um isco, para um peixe, previamente inocente e feliz, morder como eu. Está tudo lá…porquê não arriscar? Os sentimentos parecem e são mútuos, porquê, então, não dar o passo em frente que, o ano passado, recusei a dar e me arrependi? Tenho o mesmo dilema: distância. Nunca resultou nem nunca resultará…tenta atirar um ovo ao ar e esperar que ele ganhe asas e voe…sim, a distância provoca o mesmo efeito…aparentemente o ovo está a subir muito bem, livre de qualquer preocupação, até que a gravidade começa a actuar sobre este, acabando por o partir e maltratar, varrendo-o com o tempo, mostrando o quão inútil e patético este sempre foi em acreditar que algo tão impossível poderia dar frutos…E depois, o que faço? Digo-lhe todos os dias que o amo como nunca amei ninguém, enquanto na minha cabeça passam pequenos clipes de todas aquelas horas perfeitas que desejo repetir, sabendo que serão impossíveis de recuperar? Não consigo…não suporto ser cruel a esse ponto, não posso jogar com duas peças de xadrez ao mesmo tempo…E se depois o vento do destino me roubar ambas as peças?! Um é o meu rei, aquele que eu quero estar ao lado para todo o sempre mesmo sabendo que, eventualmente, nos vamos começar a distanciar na mesa até o perder de vista no horizonte…será muito mau dizer que a minha outra peça é um mero pião igual a muitos outros que só servem para me proteger e encobrir? Agora diz-me…não mereço simplesmente ser retirada do jogo definitivamente? Nunca me senti com tanta coragem de avançar, confiante, para essa jogada…

Ana

Porto, 9 de Setembro de 2010

Como hei-de passar para o papel e em meras palavras tudo o que se passou numa questão de horas (nem digo dias)? Nem eu mesmo sei explicar…apenas sei que, num momento, achava que tudo era perfeito e, a seguir, corrigi a minha própria definição. Ainda me lembro de estar naquela pequena caixa onde o meu eu invisível se encontrava aprisionado há já milénios. Aí, o “tudo” era apenas aquilo - quatro paredes, um chão e um tecto monocromático, inundados na escuridão mórbida que rastejava como uma cobra, acabando sempre por encontrar as minhas pernas gélidas, subir para o meu pescoço e sufocar-me no seu próprio desespero e tristeza. Subitamente, aquele tecto desapareceu levando, com este, a minha única protecção que me separava da realidade que tanto receava…A minha cabeça ergueu-se, explorando com precaução o desconhecido mas, opostamente, as minhas pernas imploravam para eu saltar e correr em direcção àquela figura anónima no horizonte…o meu nariz ansiava sentir a sua fragrância, os meus lábios gritavam pelos dele e, apesar de ser impossível prever o futuro, todos os meus sentidos sabiam o que vinha a seguir como que se aquele momento não fosse uma primeira vez, mas sim uma rotina a que ambos já estávamos habituados…aquele toque, aquelas palavras…tudo aquilo inserido em recordações de páginas passadas que nunca, segundo a ciência e a religião, puderam existir…mas eu sei que aconteceram.

Ana

Porto, 10 de Setembro de 2010

Senti os teus dedos a percorrerem suavemente a minha cara, sentindo cada pormenor, dos meus lábios às minhas bochechas; antes de abrir os meus olhos hoje, pronta a começar o último dia presente naquele improvável local onde te conheci. Pensei que ia ouvir a tua voz a sussurrar-me ao ouvido aquelas palavras que bem sabes que mexem comigo…mas nada! Apenas o ruído daquela corneta a lembrar-me todos os dias que, quando sair para o outro lado do portão, as tuas mãos não vão lá estar para preencher as minhas, os olhos que eu tanto amo nunca se irão cruzar com os meus…tenho tantas saudades tuas e só agora é que a espera começou…
Ana

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